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Publicado em 17 setembro 2007

Agência Fapesp

Para entender a estabilidade oxidativa da cerveja, Priscila Becker Siqueira, pesquisadora da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), analisou as características bioquímicas e sensoriais de três marcas brasileiras da bebida durante seu processo de envelhecimento.

O resultado, apresentado como dissertação de mestrado no Departamento de Ciências de Alimentos da FEA, é que, no fim de sua vida de prateleira, a cerveja perde até 50% de sua capacidade antioxidante, conferida principalmente por compostos fenólicos, em especial flavonóides, grupo de compostos químicos encontrados em alimentos como frutas, vegetais, vinhos e cereais. No caso da cerveja, esses compostos são provenientes do malte e do lúpulo.

"As atividades antioxidantes dos flavonóides auxiliam tanto a própria bebida, retardando seu envelhecimento, como também podem contribuir para a prevenção de diversas doenças, como as degenerativas e do coração, devido ao seqüestro de radicais livres do plasma sangüíneo", disse Priscila à Agência FAPESP.