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Publicado em 18 agosto 2020

Nesta segunda-feira (17/8), a administração estadual anunciou que o Estado de São Paulo registrou queda de 1% no número de óbitos pelo novo coronavírus entre os dias 9 e 15 de agosto em comparação com a semana anterior, de 2 a 8 de agosto. Foram registrados 16 óbitos a menos. Na semana passada, houve 1.764 mortes e, na semana anterior, 1.780 óbitos.

A queda de óbitos ocorreu mesmo com a modificação da diretriz do Ministério da Saúde para confirmação de casos e óbitos, que passou a incluir o método de análise clínica e diagnóstico por exames de imagem, mesmo sem análise laboratorial. Essa alteração resultou no acréscimo de 221 mortes que aconteceram no decorrer da pandemia e foram inseridas em boletim da última semana.

A Região Metropolitana de São Paulo, sem a capital, teve uma queda de 4% no número de óbitos. A redução ocorre também no interior e na Baixada Santista, com queda de 5%. Todos os municípios mantém uma taxa de ocupação de leitos de UTI menor do que 80%. Além disso, mais de 502 mil pacientes se recuperaram da Covid-19.

Atuação do município

Uma análise, baseada em dados do SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade) do Ministério da Saúde, feita por pesquisadores da FSP-USP (Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo) com apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) aponta que o risco de morrer por Covid-19 em São Paulo é 50% maior em áreas de menor nível socioeconômico .

Segundo o levantamento, moradores de bairros como Parelheiros ou Capão Redondo, ambos situados nas franjas da capital paulista, correram, em média, 50% mais risco de morrer de Covid-19 entre os meses de março e junho do que os paulistanos que residem em vizinhanças centrais e de alto nível socioeconômico, como Vila Mariana ou Moema.

A análise mostra que a diferença no risco de morrer entre os bairros paulistanos de menor e maior nível socioeconômico pode chegar a 66% no período analisado, caso sejam incluídos na conta os óbitos suspeitos, muitas vezes não confirmados por falta de testes.

Como levantamentos anteriores já sugeriam, o padrão de mortalidade observado no estudo da FSP-USP foi se modificando com o passar dos meses. Até meados de abril, o risco de morrer por complicações causadas pelo novo coronavírus era maior nos bairros paulistanos centrais e de maior poder aquisitivo.

A tendência se inverte na semana epidemiológica de número 16 – de 12 a 18 de abril – e, a partir desse momento, ter um bom nível socioeconômico passou a ser um fator de proteção contra a doença.

Outro ponto destacado na análise dos pesquisadores da USP indicou ainda que os óbitos por Covid-19 na cidade de São Paulo atingiram o pico na semana epidemiológica de número 20, entre 10 e 16 de maio. Depois disso, foi possível observar uma tendência de estabilização, que ainda não pode ser confirmada.