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DCI

Supercomputador a preço menor

Publicado em 26 setembro 2002

Por Fabiana Pio
Apartir do ano que vem, escritórios de arquitetura, por exemplo, poderão adquirir uma tecnologia que lhes permitirá visualizar em três dimensões (3D) detalhes de decoração de um apartamento virtual. Isso será possível graças ao supercomputador gráfico com tecnologia 1009} nacional, que será produzido e comercializado pela Itautec no Brasil. Segundo Edson Takinaga, responsável da Itautec pelos Servidores de Alto Desempenho, a expectativa é vendê-los no País por cerca de R$ 300 mil. Um similar importado custa a partir de US$ 1 milhão. O desenvolvimento de supercomputadores, a Itautec fechou parceria com o Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Universidade de São Paulo (USP). Com investimentos de R$ 3 milhões, o LSI já desenvolveu supercomputadores numéricos que realizam operações matemáticas em alta velocidade. Esses equipamentos já começaram a ser produzidos pela Itautec, e 10 supercomputadores nacionais já foram adquiridos no Brasil. Segundo Takinaga, a expectativa da Itautec é faturar cerca de R$ 1 milhão por mês com esse produto, que custa cerca de R$ 200 mil. A Petrobras é uma das empresas que utiliza o supercomputador numérico para cálculos de dados geofísicos, que permitem estudar as possibilidades de perfuração para a retirada de petróleo. Segundo Takinaga, com o supercomputador gráfico será possível visualizar também esses dados em três dimensões. CAVERNA DIGITAL A visualização de imagens em três dimensões já pode ser conferida na prática na primeira Caverna Digital em operação na América Latina. De acordo com Roseli Lopes, professora do LSI, a Caverna Digital pode ser utilizada para o desenvolvimento de novos protótipos de automóveis e aviões, além de simulação em túneis de vento virtual. Segundo a professora, é possível reduzir em 30% os custos de construção de um edifício, por exemplo, com o uso da tecnologia 3D. A Caverna Digital está localizada na Escola Politécnica da USP. O projeto recebeu investimentos de R$ 1 milhão da Fapesp, Finep e doações de equipamentos de empresas como Intel e Furukawa.