Notícia

Carta Capital

Sons da solidão

Publicado em 14 janeiro 2009

No início era o sublime. O silêncio cobria a cidade depois da badalada da Ave-Maria, às 6 da tarde. Nada de comércio no Largo do Rosário, gritos no fazendão do Cambuci ou litanias na Estrada Real, diante do Cemitério da Consolação, depois que os sinos imitassem o Angelus de Franz Schubert. Santa Cecília repicava para anunciar a morte de alguém na calada da noite. E eram as igrejas as responsáveis por alertar para os incêndios em toda a cidade. Uma badalada significava fogo no Largo da Sé, mas os sinos, de acordo com a lei [...]

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