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DCI

Projeto Prumo melhora produtos para exportar

Publicado em 11 maio 2002

O Projeto Unidades Móveis (Prumo), do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), já auxiliou, desde 1999, 25 empresas brasileiras na exportação de produtos. Voltado para micro e pequenas empresas, o Prumo tem como objetivo melhorar os produtos antes que eles possam ser exportados. "Oriente Médio e Rússia são nossos próximos alvos, contamos para isso com apoio do IPT', diz Cristina Monteiro Hawy, sócia e proprietária da Citropack, pequena empresa do interior paulista, que antes exportava para a Argentina e outros países do Mercosul, mas que com a crise tenta vender para novos mercados. A expectativa da Citropack, que produz telas de proteção e sacarias para a agricultura, é de dobrar as exportações, para 40% da produção. Segundo Mari Tomita Katayama, diretora adjunta para projetos especiais do IPT, das 260 empresas atendidas em 65 municípios do Estado de São Paulo, 253 não exportavam antes de entrar no projeto. PROJETO DE EXPORTAÇÃO GANHA APOIO Micro, pequenos e médios empresários que nunca exportaram são o alvo principal de um programa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), o Projeto Unidades Móveis (Prumo). O Prumo terá duas novas etapas neste ano. Empresários que usaram o projeto dizem que valeu a pena. Cristina Monteiro Hawy, sócia e proprietária da Citropack, pequena empresa do interior paulista, disse que depois de utilizar o serviço do IPT ficou mais segura para expandir seus negócios para outros mercados, porque o projeto melhorou a qualidade de seu produto. "Oriente Médio e Rússia são nossos próximos alvos, contamos para isso com apoio de outro projeto do IPT, o Projeto". A empresa exportava para Argentina, Uruguai e Paraguai, vendas travadas devido às crises nos países. Segundo Cristina, a expectativa com os novos mercados é dobrar as exportações, de 20% da produção para 40%. A empresa produz sacarias e telas de proteção. O projeto, que já atendia às empresas do setor de transformação de plástico, há um mês começou a prestar consultoria para o setor de tratamento de superfícies e, em quatro meses, deve começar a atender às empresas do setor de transformação de borracha. Depois serão empresas de calçados e couro, móveis e madeira. Segundo Mari Tomita Katayama, diretora adjunta para projetos especiais do IPT, das 260 empresas atendidas em 65 municípios do Estado de São Paulo, 253 não exportavam. Desde 1999 - ano de início do projeto - até hoje, 10% das que não atuavam no mercado externo começaram a exportar para o Mercosul, segundo uma estimativa da diretora do IPT. Funcionamento A empresa interessada receberá duas visitas técnicas. A primeira é teórica, em que os técnicos treinados pelo IPT dimensionam o funcionamento de linha de produção, identificando possíveis falhas. Na segunda visita, a unidade móvel equipada de instrumentos próprios fica por dois dias na fábrica, resolvendo os problemas técnicos. "Atuam em problemas relacionados à matéria-prima e qualidade do produto, aumentando o índice de produtividade, qualidade do produto final, aproveitamento das máquinas e redução de refugos", explica Vicente Mazzarella. engenheiro do IPT. EMPRESÁRIO PAGA SOMENTE R$ 900 PARA PARTICIPAR O empresário interessado em utilizar o Projeto Unidades Móveis (Prumo), do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) pode contar com o apoio financeiro do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que custeia 70% dos gastos. A taxa do serviço é de R$ 2,9 mil, e o empresário paga R$ 900, informa o IPT. "Estamos pleiteando junto ao governo do estado que arque com essa taxa de R$ 900 também. Não há data para resposta, mas os sinais são muito positivos", disse Vicente Mazzarella, engenheiro do IPT. Ainda segundo ele, a idéia é expandir o projeto a todo o Brasil. Os investimentos são de US$ 1,2 milhão em equipamentos, somando as duas etapas. A verba é proveniente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).