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Presente de grego

Publicado em 26 dezembro 2006

A bolsa comprada no exterior parecia um presente perfeito para a namorada, mas acabou nas mãos da empregada. Pelo menos teve mais sorte do que a camisa recebida no aniversário, perdida em alguma gaveta no armário e que nunca foi usada. O que explica a grande dificuldade em escolher o presente certo justamente para aqueles que estão mais próximos?
Um estudo publicado na edição de dezembro do Journal of Consumer Research pode servir de consolo para os presentes de grego recebidos no Natal que se aproxima. Enquanto pesquisas anteriores apontaram que o problema seria causado pela falta de informações sobre a pessoa presenteada, o novo trabalho sugere o contrário.
Para Davy Lerouge, da Universidade Tilburg, na Holanda, e Luk Warlop, da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, o problema maior é entender os gostos justamente de quem está mais próximo. Segundo o estudo, feito com casais europeus, a proximidade leva o comprador a se sentir confiante de que adquiriu o presente certo e a assumir que os gostos do companheiro são similares ao seu próprio.
"O estudo sugere que a familiaridade faz com que se coloque um peso demasiadamente elevado em informações pre-concebidas, da qual temos grande quantidade sobre nossos parceiros. Esse conhecimento leva os compradores a se sentirem confiantes a ponto de dar pouca importância à opinião do presenteado sobre o que ganharam", afirmam os autores.
Segundo os pesquisadores, os voluntários que participaram do estudo prestaram mais atenção às opiniões sobre os presentes quando achavam que estavam diante de reações de estranhos, e não de seus companheiros.
O artigo Why it is so hard to predict our partner's product preferences: The effect of target familiarity on prediction accuracy, de Davy Lerouge e Luk Warlop, pode ser lido por assinantes do Journal of Consumer Research, da The University of Chicago Press, em
www.journals.uchicago.edu/JCR/journal