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Portinari aberto a escolas

Publicado em 24 novembro 2010

Por Jussara Mangini, da Agência Fapesp

Um grupo de 35 estudantes do ensino médio teve uma aula diferenciada nesta terça-feira (23/11). Como parte de um projeto de valorização do patrimônio histórico e cultural, os alunos da Escola Estadual Jorge Duprat Figueiredo, do Jardim Santa Terezinha, zona leste de São Paulo, visitaram a exposição de reproduções de obras de Candido Portinari (1903-1962) na sede da FAPESP.

A vida e obra do pintor inspiraram os professores da escola pela importância cultural, histórica e social, possibilitando a abordagem pelas disciplinas de arte, geografia, história e língua portuguesa.

Originalmente, a ideia era explorar o tema do projeto a partir de uma visita ao Museu Casa de Portinari, na antiga residência do pintor em Brodowski, no interior de São Paulo. Por questões logísticas e de orçamento, não foi possível.

"Essa exposição da FAPESP surgiu como oportunidade para concretizar nosso projeto de forma interdisciplinar, interativa e fora da sala de aula", disse a professora de arte Marta Viegas Minucci.

Na visita, diante de 25 reproduções de importantes obras de Portinari, os estudantes receberam explicações gerais sobre a essência da obra do artista, sua maneira de captar os contextos sociais do país ao longo da história e detalhes das técnicas usadas em cada uma das obras expostas.

No projeto da Escola Estadual Jorge Duprat Figueiredo, os alunos são avaliados pela participação, que é espontânea, e não por notas. Cada participante escolheu uma obra com a qual mais se identificou e apresentará sua "leitura individual" em trabalhos visuais em papel canson no dia 27 de novembro, em uma mostra na escola.

O aluno do terceiro ano do ensino médio, Eduardo d´Amélio, 17 anos, estava indeciso entre as obras Tiradentes e O Morro. "A primeira me impressiona pela estrutura geométrica, a mistura de cores, a energia que passa. E O Morro representa as classes sociais. Tem a ver com o tema de uma peça de teatro que assistimos há alguns dias", disse o estudante, que se interessa bastante por arte e gosta desse "jeito mais interativo de aprender".

"O objetivo do projeto é fazer com que os alunos percebam como se deu a formação do povo brasileiro e a importância da valorização do patrimônio cultural", disse a professora de geografia Laina da Costa Honorato, formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e ex-bolsista FAPESP na Iniciação Científica.

A exposição é resultado de uma homenagem que a FAPESP faz a artistas plásticos que nasceram ou se radicaram em São Paulo, ilustrando seu relatório anual de atividades com obras selecionadas. A edição de 2005 apresentou obras de Francisco Rebolo (1902-1980), seguida por Aldo Bonadei (1906-1974) no ano seguinte, Lasar Segall (1891-1957) em 2007 e Tarsila do Amaral (1886-1973) em 2008.

O lançamento do relatório foi marcado pela abertura da exposição de reproduções das obras selecionadas para ilustrar a publicação. As reproduções são ampliadas proporcionalmente ao tamanho original e podem ser vistas pelo público geral no saguão da FAPESP.

Escolas interessadas em visitar a exposição Portinari têm até 30 de novembro. O agendamento deve ser feito pelo e-mail tatiane@fapesp.br ou pelo telefone (11) 3838-4235.

A exposição também pode ser vista pela internet, no endereço: http://www.fapesp.br/publicacoes/portinari.

Outra opção é visitar o site do Projeto Portinari (http://www.portinari.org.br) que reúne digitalizada praticamente toda a obra do pintor, além de textos, correspondências, recortes de periódicos, livros, fotografias de época, depoimentos e catálogos de exposição e de leilão.

(Envolverde/Agência Fapesp)