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Mudança climática global é tema central de conferência

Publicado em 09 setembro 2013

De hoje até sexta-feira, dia 13, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) realiza a 1a. Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais, no Espaço Apas, Rua Pio XI, 1200, Alto da Lapa, São Paulo. O evento conta com a Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), no âmbito do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC).

De acordo com os organizadores do encontro, na oportunidade, cientistas e pesquisadores poderão discutir e analisar os avanços do conhecimento sobre a variabilidade climática no Brasil e no mundo para apoiar decisões e estratégias de adaptação e mitigação das variações ambientais.

Desde 2000, os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estudam o agravamento de problemas de saúde pública causados pela elevação da temperatura e da umidade do ar nas cidades. A elevação da temperatura, como as alterações nos regimes das chuvas, figuram entre os assuntos que serão tratados durante a conferência, até porque exercem impacto na redução da produção de alimentos como arroz, feijão, milho e trigo.

Nesta segunda-feira (9), uma mesa-redonda sobre o Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (BESM, na sigla em inglês) está na abertura dos trabalhos. Na oportunidade serão apresentados os principais desafios para a modelagem climática na região do Atlântico Sul, com foco em mudanças relacionadas a oceanos, atmosfera, superfície e química.

Posteriormente, serão exibidos os primeiros três relatórios de avaliação nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), criado pelos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência, Tecnologia e Inovação para fornecer avaliações científicas sobre as mudanças climáticas de relevância no País.

Estudos

Entre 2007 e o início deste ano cerca de 345 pesquisadores avaliaram as principais ocorrências das mudanças climáticas, seus impactos e formas de redução da emissão de gases de efeito estufa no Brasil. O resultado foi fruto de documentos elaborados nos moldes do Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), estabelecido em 1988 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para fornecer informações científicas para o entendimento das mudanças climáticas no mundo. Atualmente, 195 países são membros do IPCC.

Segundo os organizadores, o evento contará com seis mesas-redondas com a participação de cientistas e representantes de instituições envolvidas na discussão nacional sobre as mudanças climáticas globais.

Debates

Durante o encontro, os participantes terão a oportunidade de debater assuntos como: os eventos climáticos extremos e desastres naturais; o apoio da ciência, a tecnologia e inovação em mudanças globais e a políticas públicas; inventário e monitoramento de emissões e remoções de gases de efeito estufa; relação ciência-planos setoriais; e detecção, mitigação, impactos e vulnerabilidade.

Os estudos que serão apresentados durante a conferência são resultado do trabalho de mais de dois mil cientistas de grupos de pesquisa ligados ao Programa Fapesp de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais, à Rede Clima e ao Mudanças Climáticas (INCT).

Desenvolvida em universidades e instituições brasileiras e também por instituições internacionais, essa pesquisa é importante, pois subsidia a elaboração de estratégias de adaptação, estudos sobre vulnerabilidade e a adoção de medidas de mitigação.