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JC Notícias (São Paulo, SP)

Mães na quarentena

Publicado em 25 maio 2020

Isolamento social lança luz sobre desigualdade de gênero na ciência

Enquanto muitos cientistas aproveitam o isolamento social para escrever artigos e estreitar os laços de colaboração com outros pesquisadores (ver reportagem “O desafio de fazer ciência em casa”), a bióloga Fernanda Staniscuaski, do Departamento de Biologia Molecular e Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), precisa conciliar as demandas do home office com afazeres domésticos e o cuidado com os filhos – são três, com idades de 1, 4 e 7 anos. Mesmo dividindo as tarefas com o marido, boa parte de seu tempo é dedicada a auxiliar os mais velhos nas atividades escolares. “Com o fechamento temporário das escolas, as crianças estão trancadas dentro de casa 24 horas por dia e isso nos exige atenção o tempo todo. Passo as tardes com os mais crescidos, enquanto meu marido fica com o bebê.” Em situações normais, diz Staniscuaski, as crianças ficariam em escolas, creches e com as avós, enquanto os pais trabalhavam fora.

Como consequência, ela está há semanas tentando concluir um manuscrito para submetê-lo a uma revista científica. “O texto permanece intocado”, conta Staniscuaski. Mesmo assim, ela e outras pesquisadoras reservaram algum tempo para investigar como o isolamento provocado pela Covid-19 tem impactado a rotina de trabalho de cientistas que têm filhos. O estudo, em andamento, é realizado no âmbito do projeto “Parent in Science”, criado em 2017 com o propósito de discutir a maternidade no universo acadêmico brasileiro (ver Pesquisa FAPESP nº 269).

Veja o texto na íntegra: Revista Pesquisa Fapesp

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