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Envolverde

Energia Solar

Publicado em 03 março 2009

Partindo do princípio de que, em uma hora, há mais energia solar incidindo sobre a Terra do que toda a energia consumida pelas diferentes formas de vida do planeta em um ano, o homem precisa, mais do que em qualquer outra época, encontrar melhores maneiras de captar, armazenar e usar esse grande potencial energético de forma rentável.

O raciocínio foi compartilhado pelo professor Ian Forbes, do Northumbria Photovoltaics Applications Centre da Universidade de Northumbria, no Reino Unido, com diversos especialistas em energias renováveis e mudanças climáticas presentes no segundo dia do workshop On Physics and Chemistry of Climate Change and Entrepreneurship.

Em sua palestra durante o evento, encerrado na sexta-feira (27/02), na sede da FAPESP, na capital paulista, Forbes abordou o potencial e os desafios para os próximos anos da pesquisa em energia solar fotovoltaica, que promove a conversão direta da luz do sol em eletricidade por meio da junção de semicondutores que absorvem a radiação.

O pesquisador destacou que o uso da energia fotovoltaica tem crescido rapidamente, impulsionado por diferentes mecanismos de suporte ao mercado, ainda que esse crescimento esteja muito abaixo do esperado. Apesar de a produção de energia elétrica em todo o mundo por meio de células fotovoltaicas ser de apenas 3 gigawatts em 2007, isso representou um aumento de 55% sobre a produção registrada no ano anterior.

No Brasil e em outros países da América do Sul, onde os níveis de incidência solar são maiores do que nos países da Europa, são grandes as oportunidades no setor. Por isso, o especialista sugeriu que a capacitação tecnológica e industrial em território nacional comece a ser desenvolvida imediatamente para não perdê-las de vista. (Agência Envolverde)