Notícia

O Povo

Dilemas científicos

Publicado em 22 maio 2011

Assim como no caso da pegada de carbono de cada país, quanto mais se estuda mais complexa fica a tarefa de se medir as emissões de carbono de atividades específicas. Na semana passada, por exemplo, o diretor do Centro de Dinâmica do Carbono Terrestre da universidade britânica de Sheffield (Reino Unido), Shaun Quegan, apontou em workshop organizado pela FAPESP em São Paulo, que ainda estamos longe de ter uma metodologia confiável para avaliar as emissões de carbono provenientes de mudanças de uso do solo.

Ainda não se conseguiu um mapeamento consistente da biomassa das florestas, embora existam estimativas anuais de áreas desmatadas em florestas tropicais. Ele ressaltou que o monitoramento do desmatamento no Brasil é praticamente o único em larga escala e confiável. Em sua apresentação, ele comparou sete diferentes mapas de biomassa da Amazônia produzidos por grupos de pesquisa distintos, que mostram resultados muito diversos e que não permitem nem mesmo uma avaliação pela média. Para o Brasil, uma contabilidade das emissões pelo desmatamento é fundamental. O País já foi acusado de ser responsável por 20% das emissões anuais de dióxido de carbono (CO2) em todo o mundo por causa do desmatamento da floresta amazônica, (da Agência Estado)