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Jornal da Ciência online

Biden e a ciência

Publicado em 22 fevereiro 2021

Por Celso Lafer, O Estado de S.Paulo

“Ele quer mobilizar o conhecimento em prol da sociedade americana, no presente e no futuro”, afirma Celso Lafer, professor emérito da USP, em artigo para o Estadão

É atributo da liderança a capacidade de indicar rumos na lida com a crescente complexidade das coisas. Na perspectiva da política, é assegurar o sentido de direção que sustenta e amplia a governança dos caminhos de uma sociedade. Joe Biden, neste início de gestão, vem indicando abrangente sentido de direção, até mesmo em matéria de ciência e conhecimento.

“Conhecimento é poder”, enunciou Francis Bacon. Antiga afirmação que retém plena atualidade. Esta resulta da crescente velocidade com que a ciência e a pesquisa expandem as fronteiras do conhecimento, trazendo mudanças que alteram as condições de vida em escala planetária. Empoderamento digital e vacinas eficazes para conter a covid-19 são duas ilustrações do alcance da afirmação de Bacon.

Robert Zoellick, no recente livro America in the World, dedicado à análise da diplomacia na construção do poderio dos Estados Unidos, tem um capítulo dedicado a Vannevar Bush, o “inventor do futuro”. Bush foi assessor de Roosevelt e de Truman. É o autor de Science: The Endless Frontier, que inspirou os proponentes da criação da Fapesp e me impressionou quando li a documentação da instituição, que tive a honra de presidir. O relatório mereceu importante apresentação em artigo de 2014 de Carlos Henrique de Brito Cruz, então diretor científico da Fapesp.

Veja o texto na integra: Folha de S. Paulo

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