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Baguete

Balões do Google podem conectar a Amazônia

Publicado em 28 janeiro 2014

Por Felipe Nogs

Conectar o mundo todo com balões é o atual projeto do Google que pode ser implementado no Brasil. O local escolhido para receber o projeto Loon do Google foi a Amazônia. A tecnologia estabelece uma rede sem fio por meio de roteadores instalados em balões de gás hélio.

Essa possibilidade se deu graças a inauguração de uma linha de transmissão de energia que liga a cidade de Tucuruí (Oeste do Pará) às capitais Manaus e Macapá.

São cerca de 1,8 mil quilômetros de extensão, passando por trechos com florestas e rios, denominado “linhão”, que possibilitará o acesso a internet.

"O Google fez a proposta de instalar o balão na região e eles devem nos apresentar um projeto piloto até abril", disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ontem, durante evento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), na capital paulista.

Em outubro, Bernardo reuniu-se com Mohammad Gawdat, vice-presidente de inovação empresarial do Google X, a divisão futurística da empresa de internet.

O Loon Project consiste em enviar legiões de balões a 18,2 km de altura – dobro da altitude de aviões comerciais – que, estando livres para aproveitar as energias naturais do vento e do sol, criarão uma rede mundial de conectividade.  No solo são colocadas outras antenas que se conectam às dos balões para estabelecer o acesso à internet.

Juntando o poder de computação da empresa com os dados sobre a direções dos ventos, em tese, fará com que a navegação dos balões ao redor do mundo seja auxiliada, oferecendo velocidades 3G para todos em qualquer lugar que estejam.

Até o momento, o Loon foi testado apenas na Nova Zelândia e Califórnia, em um projeto-piloto ainda não implementado comercialmente.

Incentivar a instalação de infraestrutura para levar internet e serviços de telefonia a locais de difícil acesso também estará entre as prioridades do leilão da faixa de 700 megahertz (MHz), destinada à expansão da rede de quarta geração (4G) de telefonia móvel no país, segundo Paulo Bernardo.

O ministro destacou ainda a alta carga tributária que incide sobre o setor de telecomunicações no país. "É absurda, ultrapassa os 50% [da receita]", afirmou.

Segundo ele, existe o projeto de isenção de carga tributária sobre a banda larga popular, que já foi implementada em São Paulo e outros 11 Estados. "Mas ainda precisamos levar esse projeto para o Brasil todo", afirmou.