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Extra (Rio de Janeiro, RJ)

A Rio+20 que deu certo

Publicado em 24 junho 2012

Por Flávia Junqueira

O resultado final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que terminou na sexta-feira, foi um documento que não atende à urgência dos problemas enfrentados pelo planeta. Mas, se os chefes de Estado perderam a oportunidade de traçar metas e ações tão necessárias à implantação de uma economia mais limpa, a sociedade civil organizada, outras esferas de governo e, principalmente, os cariocas não desperdiçaram tempo. Nos dez dias da conferência, jogos interativos, debates e exposições aproximaram a população do tema sustentabilidade, disseminando o vírus da “cidadania ecológica”.

As imensas filas no Forte de Copacabana, o formigueiro humano no Aterro do Flamengo e nos pavilhões do Píer Mauá não deixam dúvidas. Para o público, a Rio+20 foi um sucesso.

- Aprendi que é importante reciclar o lixo e vi como gasta energia demorar no banho - dizia a pequena Laís Guimarães, de 6 anos, no armazém Popularização da Ciência, no Píer Mauá.

É essa atmosfera criada pela conferência que pode, segundo análise do ex-ministro Celso Lafer, presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa de São Paulo, estimular no futuro, a tomada de medidas concretas para a sustentabilidade global.

Se faltam decisões práticas, pelo menos algumas promessas importantes foram feitas no texto final. A partir de 2015, o mundo deverá adotar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, um conjunto de metas para gerar emprego e renda, sem aumentar a destruição do meio ambiente. Mas para cariocas como a pequena Laís, o planeta já está melhor a partir de hoje:

- Vou tomar banho mais rápido e vou lavar o pé!