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O Liberal (Americana, SP) online

Zumbido nos ouvidos é cada vez mais comum em adolescentes

Publicado em 21 julho 2016

Por Danilo Reenlsober

Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) revelou que tem aumentado o índice de zumbido nos adolescentes, um dos sintomas da perda auditiva. De acordo com a pesquisa “Prevalência e causas de zumbido em adolescentes de classe média/alta”, zumbido vem atingindo os adolescentes principalmente em razão do hábito de usar fones de ouvido para escutar música. Soma-se a esse problema o fato dos jovens frequentarem ambientes barulhentos, como boates e shows.

O estudo, que foi publicado na revista Scientific Reports, levou em consideração testes auditivos feitos em 170 adolescentes na faixa etária de 11 a 17 anos. Eles também responderam em um questionário se sentiam zumbido nos ouvidos e qual a intensidade, duração e frequência. Mais da metade dos jovens (54,7%) respondeu que, nos últimos 12 meses, perceberam tal ruído. Destes, 51% disseram que sentiram zumbido logo após usar fone de ouvido por muito tempo ou ao saírem de um ambiente muito barulhento.

Já os testes auditivos revelaram que 28,8% dos adolescentes sentiram zumbido em níveis comparados aos de adultos. O mais alarmante é que esses jovens disseram não se incomodar com o ruído e, por conta disso, não relataram o problema a seus pais, nem procuraram ajuda médica. A fonoaudióloga Isabela Carvalho, ressalta que os males à audição causados pelo uso frequente dos fones podem variar, mas é preciso estar atento para evitá-los.

“A grande preocupação é que a ‘Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados’ (PAINPSE) tem efeito cumulativo, isto é, vai se agravando ao longo do tempo. Dependendo da frequência, do tempo de exposição ao som elevado e da predisposição genética, o indivíduo pode sofrer danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e elevada ao longo da vida. Quanto mais cedo for detectada a perda auditiva, melhor”, explicou.