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Zootecnia estuda melhor dieta de suínos em SP

Publicado em 04 março 2008

Nas últimas décadas, as exigências nutricionais do suíno têm sido alteradas em função de informações que determinam as especificidades da criação e o desenvolvimento desse animal moderno com o menor impacto ambiental possível. Para atender essa demanda, o Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), juntamente com a Faculdade de Medicina Veterinária da USP/Pirassununga estão conduzindo ensaios de metabolismo em suínos, utilizando rações com diferentes níveis de Lisina, aminoácido que compõe a ração. Um dos ensaios teve início em janeiro e o próximo está previsto para o segundo semestre de 2008.

O estudo visa formular rações mais adequadas, para que os suínos absorvam melhor os nutrientes, além de excretar menos quantidade de nitrogênio no ambiente, colaborando para diminuir a poluição. O projeto de pesquisa, financiado pela FAPESP, é parte integrante do mestrado da aluna Érika Gandra, sob coordenação do Prof. Dr. Messias Alves Trindade Neto, da USP/Pirassununga, e do zootecnista e pesquisador científico do IZ, Fábio Enrique Lemos Budiño.

"Neste projeto serão analisadas as exigências nutricionais de animais de genética Penarlan, empresa parceira que forneceu os animais e a ração. Com isso, poderemos formular melhor a dieta dos animais, além de diminuir a excreção de nitrogênio para o meio ambiente", diz Fábio Budiño.

A excreção de nitrogênio sofre impacto tanto do conteúdo de proteína da dieta quanto do conteúdo de aminoácidos da mesma. A redução de 10% no nível de proteína bruta da dieta pode reduzir em média 18% à excreção de nitrogênio, isso pode levar a uma redução de 20% na produção de amônia e, conseqüentemente, reduzir o impacto dos dejetos suínos no meio ambiente.

O ensaio de desempenho, que verifica o ganho de peso e a conversão alimentar dos animais, já teve início no Pólo Regional da APTA, em Tanquinho/Piracicaba (SP), e está em fase de estudo dos dados coletados. No IZ, em Nova Odessa, serão realizados dois ensaios de metabolismo para estudar o nível de Lisina mais adequado para formulação da ração dos suínos dessa genética francesa. Além do metabolismo e do desempenho animal serão, também, avaliadas a característica e qualidade de carcaça.

Exigências nutricionais - Para enriquecer as informações sobre as exigências nutricionais do suíno, que se moderniza a cada dia, é necessário o conhecimento da interação de aminoácido e energia, e a melhor relação entre ambos, principalmente, quando se adota o conceito de relação ideal dos aminoácidos. Eles são considerados essenciais e limitantes no desenvolvimento do suíno criado sob altas tecnologias e diferentes estados de saúde.

Fábio Budiño salienta que o progresso no melhoramento genético do suíno moderno tem resultado no aumento da taxa de deposição muscular, exigindo modificações dietéticas na relação proteína e energia. "Os aminoácidos, considerados como nutrientes essenciais para os suínos, são de grande relevância nessa alimentação, principalmente por serem depositados como proteína, representada pela síntese e acúmulo de carne magra", diz.

Dietas bem elaboradas para atender as demandas máximas de deposição protéica ou massa muscular, durante o crescimento do suíno associam-se às exigências de aminoácidos, isso favorece a importância da Lisina. Outro fator relevante está na energia dietética, que deverá suprir a manutenção e acúmulo de massa corpórea.

A redução da proteína da dieta tem recebido considerável atenção na indústria suinícola. A suplementação com aminoácidos sintéticos, principalmente lisina, tem permitido essa redução no nível de proteína bruta das rações.

"Atualmente, é possível formular dietas que satisfazem as necessidades específicas de aminoácidos essenciais, através do uso de aminoácidos sintéticos, levando em consideração o conceito de proteína ideal, que tem a lisina como aminoácido padrão", destaca Fábio Budiño. As informações são da assessoria de imprensa do Intituto de Zootecnia da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA). Agrolink