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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Workshop debate a colabora??o entreBrasil e ?ndia na ?rea de bioenergia

Publicado em 19 abril 2012

Teve início na manhã desta quinta-feira (19), no auditório da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp, o 2nd Workshop to Forge Research Collaborations Between India and Brazil, evento promovido conjuntamente pela FEQ, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Departamento de Ciência e Tecnologia do Governo da Índia. O objetivo da iniciativa, que debateu questões ligadas à bioenergia gerada pela cana-de-açúcar, é identificar áreas para o desenvolvimento de pesquisas colaborativas entre os dois países, que são os maiores produtores mundiais da planta. Na quarta-feira, representantes brasileiros e indianos fizeram visitas ao Centro Brasileiro de Bioetanol, usina de açúcar e laboratórios da Universidade. Os trabalhos prosseguem amanhã, com a realização de outras conferências.

Participaram da mesa de abertura do workshop os pró-reitores Ronaldo Aloise Pilli (Pesquisa) e João Frederico Meyer (Extensão Universitária); a diretora da FEC, Liliane Maria Ferrareso Lona; o professor Rubens Maciel, que representou o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz; Bharat Chatoo, chefe da delegação indiana; e a professora Telma Teixeira Franco, coordenadora do evento. Nas duas primeiras conferências do dia, a professora da USP, Glaucia Souza, e o diretor do Indian Institute of Sugarcane Research, Sushil Solomon, falaram acerca das atividades produtivas e sobre as pesquisas científicas desenvolvidas em torno da cana-de-açúcar no Brasil e na Índia.

De acordo com a professora Telma Teixeira Franco, a principal razão do encontro está justamente no fato de os dois países serem os maiores produtores de cana-de-açúcar do mundo. Cada um, porém, explora a planta de uma forma. “O Brasil produz álcool, açúcar e energia elétrica a partir da cana. A Índia, por seu lado, produz pouco etanol e consome praticamente toda a sua produção de açúcar. Consideramos importante fomentar uma parceria entre os dois países, para que os indianos conheçam todos os produtos que podem ser obtidos a partir da cana. Estes podem tanto ser uma importante fonte econômica para o país, quanto contribuir para a redução da emissão de gases poluentes gerada pela queima de petróleo”, pontuou.

A docente da FEQ reconhece que os desafios de Brasil e Índia são diferentes nesse setor, mas os considera complementares. “Nós acreditamos nessa complementariedade. No Brasil, nós plantamos em largas extensões de monocultura. Na Índia, o cultivo ocorre em pequenas áreas. Isso é um problema? É uma vantagem? Temos que aprender juntos a reposta. Lá, eles ainda fazem a colheita manual. Aqui, boa parte da colheita é mecanizada. A mecanização é um benefício, pois ajuda a reduzir o custo de produção. Entretanto, em termos de emprego, a Índica tem seis vezes mais postos de trabalho do que o Brasil. Ou seja, para eles, essa colheita manual é importante. Ou seja, vamos ter que estudar ponto por ponto para ver como é possível estabelecer as colaborações, para que em seguida já iniciemos a elaboração de projetos e a busca conjunta por financiamentos”, detalhou.