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Folha da Região (Araçatuba, SP) online

Wilson Marini: depois do fantasma da dengue, vem aí o zika vírus

Publicado em 20 maio 2015

Não bastasse o fantasma da dengue que assombra todo o Estado e várias regiões do país, o Ministério da Saúde confirma a presença de vírus de outras doenças que têm como vetor o gênero Aedes, responsável por transmitir também a febre amarela urbana e, mais recentemente, a febre chikungunya (palavra aportuguesada para chicungunha).

E oficialmente desde o último dia 14, o Aedes incorpora no currículo outra doença, a transmitida pelo zika vírus. Rapidamente, o termo ganhou espaço em charges de jornais e passou a ser mote de piadas nas redes sociais, porque remete à expressão popular “zica”, que tem o significado de azar ou problema (fulano está numa “zica danada”). Mas o assunto é muito sério. Apesar de provocar sintomas um pouco mais brandos em relação à dengue, o zika vírus representa mais um inimigo a atazanar a vida das pessoas e das equipes de vigilância sanitária. O nome se deve à sua primeira ocorrência, em 1947, na floresta de Zika, em Uganda, na África. Uma autêntica zica.

Chikungunya

A febre chikungunya é uma doença viral semelhante à dengue, transmitida pelo vírus CHIKV. Segundo o médico e comunicador Dráuzio Varella, a preocupação é que o Aedes aegypti e o Aedes albopictus têm as condições de espalhar esse novo vírus pelo país. Seu ciclo de transmissão é mais rápido do que o da dengue. Em no máximo sete dias a contar do momento em que foi infectado, o mosquito começa a transmitir o CHIKV para uma população que não possui anticorpos contra ele. 

Zika

Por enquanto, o zika vírus tem passagem registrada apenas na Bahia e Rio Grande do Norte e há indícios da doença em outros estados do Norte e Nordeste. Ao que se sabe, não alçou voo para o sudeste. Mas a migração é questão de tempo. Foi assim com a dengue. A doença é caracterizada por febre baixa, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, dores em articulação e erupção cutânea com pontos brancos ou vermelhos, dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas. O vírus é transmitido por meio da picada de mosquito Aedes aegypti, conhecidíssimo dos paulistas da capital, Interior e Litoral.

Febre amarela

Em 2015, houve casos de morte por febre amarela em Goiás e no Paraná. A vantagem do ponto de vista da saúde pública é que contra ela existe vacina eficiente. Não é o caso, ainda, da dengue, chikungunya e zika. A melhor prevenção ainda é combater o mosquito e evitar a sua ação por meio de repelentes e outras ações. A zika chega com a roupagem de uma “doença misteriora”, mas não preocupa tanto quanto a chikungunya, considerada por muitos especialistas uma ameaça ainda mais perigosa que a dengue. 

“Muda o destino de uma cidade”

A chegada de montadoras no Interior de São Paulo, além de movimentar a economia local, tem atraído diversos fornecedores estrangeiros que complementam a cadeia produtiva e geram mais empregos. “A instalação de uma grande montadora muda o destino de uma cidade. Centenas de empregos diretos e indiretos são criados e parte importante deles é gerada pela rede de fornecedores que se instala na região”, diz Juan Quirós, presidente da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos do governo paulista. 

Investimentos

Entre esses empreendimentos, estão as unidades da Hyundai, em Piracicaba, e da Toyota, em Sorocaba. Somente em 2014, cinco projetos desse segmento que receberam o apoio da Investe SP iniciaram suas operações, com destaque para a fábrica da Chery, em Jacareí, a ampliação da unidade de estamparia da Hyundai e o laboratório de motores da Toyota. Em 2015, a Mercedes-Benz já lançou a pedra fundamental de sua mais nova unidade industrial no Estado, em Iracemápolis, com previsão de início de produção em janeiro de 2016.

Plataforma global

Nos últimos anos, as principais montadoras estão apostando em plataformas globais de produção, o que possibilita a criação de mais modelos que compartilham peças e componentes, com redução de custos de desenvolvimento. São Paulo tem atraído investimentos em pesquisa e desenvolvimento, como o Centro de Pesquisas em Engenharia da PSA Peugeot Citroën, anunciado no fim de 2014. Em universidades, parques tecnológicos, institutos de pesquisa e agências de fomento do Estado, as multinacionais do setor encontram condições para desenvolverem produtos diferenciados e competitivos para o mercado global, salienta Quirós. 

Verde que te quero verde

De 1990 a 2010, a Caatinga perdeu 9 milhões de hectares, quase a área de Portugal, de vegetação nativa, em consequência do desmatamento e da expansão da agropecuária e do uso de madeiras como fonte de energia (lenha) em residências e pequenas indústrias, de acordo com levantamento publicado em março na revista científica Applied Geography. 

A eliminação da vegetação nativa deixa a terra descoberta, diminui a resistência à erosão causada pelo vento e pelas chuvas e aumenta o risco de desertificação. O assunto é tema de matéria na última edição da Revista Fapesp (da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo). Com base em imagens de satélite, o mesmo estudo indicou que a área do Cerrado perdeu ainda mais vegetação que a Caatinga. Em 20 anos, sofreu uma redução de 26 milhões de hectares, também pela expansão da agropecuária.

Na Assembleia Legislativa

● As UBSs poderão oferecer gratuitamente à população masculina entre nove e 45 anos de idade a vacina contra o HPV (Papilomavírus humano). É o que prevê projeto em andamento na Assembleia Legislativa.

● Transmissões da emissora de televisão da Assembleia Legislativa ainda não chegam a algumas regiões do estado, principalmente pela coincidência de horários com as câmaras municipais. A bola foi levantada pelo deputado Orlando Bolçone (PSB), que vai se empenhar na ampliação de convênios para o compartilhamento do sinal de tevê com os municípios.