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Folha da Região (Araçatuba, SP) online

Wilson Marini comenta sobre prevenção de desastres em cidades

Publicado em 28 março 2016

Por Wilson Marini

A contenção de encostas é um tema emergente, que deve ser priorizado pelos municípios e estados para evitar deslizamentos e inundações, segundo Maurício Ehrlich, professor de engenharia geotécnica. As prefeituras precisam fazer um mapeamento das áreas de risco, o que, segundo ele, não é feito de forma adequada em muitos casos. 

O reflorestamento é uma das soluções. Boa parte das cidades cresceu de forma informal, não planejada, diz o especialista. Ehrlich informa que, por lei federal, todos os prefeitos são obrigados a fazer mapas de suscetibilidade das áreas urbanas e definir riscos para a população. Os prefeitos podem ser cobrados por crime de responsabilidade, caso não tenham essa ação, afirma ele. O técnico lamenta que esses mapas sejam feitos, algumas vezes, mais para cumprir regras e menos para servir a uma política pública e não tenham o detalhamento necessário para criar confiabilidade. 

"Essa tem de ser uma política permanente, o que exige que se pense no longo prazo", diz ele. Ehrlich é professor de engenharia geotécnica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) e as opiniões foram emitidas em recente debate sobre tecnologias usadas em projetos de instrumentação e contenção de encostas, estabilização de solos, misturas asfálticas e pavimentação. A vegetação tem um papel importante do ponto de vista hídrico, porque ela atrasa a descida da água. “A água infiltra mais no terreno, ela escorre menos superficialmente. Isso acaba sendo favorável a evitar inundações”, ensina. Não é uma novidade, mas falta praticar. 

Contra a dengue
A colocação de pneus em estacionamentos ao ar livre, prática comum adotada em estabelecimentos para evitar batidas em para-choques de veículos, pode deixar de ser realizada no Estado se for aprovado projeto de lei de autoria do deputado estadual Marcos Damasio (PR). A principal justificativa é a prevenção da dengue. O parlamentar sugere que os pneus sejam substituídos por placas de EVA ou qualquer outro tipo de borracha ou material e que não acumule água parada ou possa servir de criadouro para mosquitos. "Com essa proibição, o governo aprimorará o combate aos criadouros do Aedes aegypti e, por consequência, a política de saúde pública”, diz ele.

Polêmica animal
Uma clínica veterinária de São Carlos foi impedida de realizar mutirões de atendimento gratuito pelo ConselhoRegional de Medicina Veterinária de São Paulo. O Código de Ética prevê que esse tipo de serviço deve ser feito mediante convênios com prefeituras, organizações não governamentais ou entidades de utilidade pública. No estado, 106 ONGs estão registradas no CRMV-SP. A notícia repercutiu na Assembleia Legislativa. Alguns deputados entendem que muitos profissionais estão dispostos a realizar atendimentos gratuitos ao público de baixa renda, mas não querem atuar vinculados a organizações não governamentais. 

Receita da competitividade
A agência de promoção de investimentos e exportações de São Paulo, reunirá nesta quarta-feira (30), na capital, gestores públicos de 80 cidades paulistas na primeira edição do Encontro Investe São Paulo e municípios paulistas para competitividade. O objetivo é capacitar as prefeituras para atuação na atração de investimentos privados e treinar os técnicos municipais para agilizar o contato entre prefeituras e investidores. O evento exibirá casos de sucesso de municípios que atraíram investimentos de empresas recentemente.

Nova fábrica
A Mercedes-Benz inaugurou quarta-feira (23) sua primeira fábrica brasileira de veículos de passeio, em Iracemápolis, no Interior Paulista. A unidade é a terceira da companhia no Brasil, e recebeu investimentos de R$ 600 milhões, com a estimativa de geração de até 750 empregos diretos ainda em 2016. “São Paulo dá o exemplo para o Brasil ao mostrar que continua atraindo investimentos e gerando empregos. A maior e melhor infraestrutura do País, a estabilidade institucional e o amplo mercado consumidor garantem ao Estado a manutenção dos investimentos”, afirmou na ocasião o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Informação, Márcio França.

Jundiaí bombando
Desde 2013, Jundiaí recebeu R$ 2 bilhões em investimentos de novas empresas e nos próximos meses estão previstas instalações de mais 12 com investimento de R$ 626 milhões e geração inicial de 800 novas vagas de emprego. As informações são do Jornal de Jundiaí, da Rede APJ (Associação Paulista de Jornais). Segundo o jornal, a malha rodoviária já não é o único quesito que determina a instalação de indústrias. A desburocratização e rapidez para o trâmite administrativo, incentivos fiscais, além da existência do Centro de Inovação Tecnológica, são alguns pontos que colocam o município em posição de evidência e atratividade. 

Diversidade
O Brasil é o país com maior diversidade de plantas, algas e fungos do mundo, segundo levantamento de um grupo de 575 botânicos brasileiros e de outros 14 países, segundo a revista Pesquisa, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). No total, foram encontradas 46.097 espécies, quase a metade (43%) delas exclusiva (endêmica) no território nacional. A “Lista de espécies da flora do Brasil” continuará crescendo porque os botânicos apresentam cerca de 250 novas espécies por ano. A partir deste mês, os especialistas em cada grupo de plantas começam a incluir as descrições, distribuição geográfica detalhada e outras características de cada espécie no banco de dados on-line Flora do Brasil (floradobrasil.jbrj.gov.br) para servir de base para o Flora do Brasil Online, que deve estar concluído até 2020 para integrar o World Flora Online, com informações sobre todas as plantas conhecidas do mundo.