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Folha da Região (Araçatuba, SP) online

Wilson Marini: Agronegócio paulista “salva a lavoura”

Publicado em 25 maio 2017

As exportações do agronegócio paulista atingiram US$ 5,82 bilhões de janeiro a abril de 2017, 3,9% a mais do que no mesmo período em 2016. E as importações subiram 12%, somando US$ 1,68 bilhão. Isso representa aumento de 1% no saldo comercial em relação aos quatro primeiros meses de 2016. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23/5) pelo Instituto de Economia Agrícola, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

O estudo aponta ainda que as importações paulistas nos demais setores - exceto o agronegócio - somaram US$ 15,01 bilhões, e as exportações US$ 9,61 bilhões, gerando um déficit externo de US$ 5,4 bilhões. Com isso, o déficit do comércio exterior paulista só não foi bem maior devido ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo manteve-se positivo e crescente.

Além disso, o desempenho do agronegócio está sendo decisivo para evitar o que o comércio exterior brasileiro não se torne deficitário nos primeiros meses de 2017, na análise do pesquisador José Roberto Vicente. Diante da crise econômica no país, o agronegócio tem “salvado a lavoura”, segundo o jogo de palavras usado pelo secretário Arnaldo Jardim para anunciar o papel do agronegócio na economia paulista. A expressão “salvar a lavoura” remonta ao final do século 19, quando os bancos eram estimulados pelo Tesouro a ajudar produtores rurais por meio de empréstimos generosos. Eram chamados de “auxílios à lavoura” e foram popularizados como “salvação da lavoura”.

Fiocruz no Interior

O governador Geraldo Alckmin assinou segunda-feira (22/5) decreto que institui um grupo de trabalho para viabilizar a implantação de um núcleo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Ribeirão Preto. A unidade será voltada à pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação em saúde. A nova planta fabricará kit diagnóstico que fornece resultados rápidos para zika vírus e chikungunya. Segundo o secretário Márcio França, a instalação da Fiocruz no Interior Paulista será importante para os avanços na área da saúde. A Fiocruz é responsável por mais de mil projetos para o controle de doenças como aids, malária, chagas, tuberculose, hanseníase, sarampo, rubéola, esquistossomose, meningites e hepatites.

Turismo caipira

A Assembleia Legislativa aprovou a classificação de Agudos, na região de Bauru, como município de interesse turístico. Com isso, a cidade terá direito a receber do governo do Estado cerca de R$ 650 mil por ano para investir no turismo local. O autor do projeto, deputado estadual Celso Nascimento (PSC), diz que apesar do potencial existente, o turismo ainda é pouco explorado no Estado de São Paulo. Ele aposta nesse tipo de recurso para alavancar empregos e renda no Interior Paulista.

Atrações

Agudos oferece atrações histórico-culturais e rurais, como a Serra de Agudos, mata nativa, várias nascentes e quedas d"água, fazendas e prédios históricos, além do Seminário Santo Antônio, o maior conjunto arquitetônico da Província da Imaculada Conceição.

O mapa

Ao todo, já são 140 os municípios de interesse turístico no Estado. Recentemente, foram contemplados com a mesma nomeação Brodowski, Monte Alto, Rifaina, Rubineia, Sabino, Pedreira, Jundiaí, Espírito Santo do Pinhal, Tatuí, Piedade, Tapiraí, Santa Isabel, Martinópolis, Buritama, Guararema, Iacanga, Barretos, Santo Antonio da Alegria e Sales.

Biometria

O uso de tecnologias biométricas está chegando às urnas eleitorais com sistemas desenvolvidos por empresas como a Griaule, de Campinas, que fez o software certificador e gerenciador do banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados serão utilizados para a confecção da futura carteira nacional de identidade. A empresa também desenvolveu sistema para captar as digitais de recém-nascidos e prevenir as trocas de bebês em hospitais.

Avanço

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp desenvolveram um fio de sutura que permite a cicatrização mais rápida da pele e que poderá, futuramente, ser empregada em procedimentos médicos como cirurgias plásticas, tratamento de queimaduras, fístulas e em pacientes com doença de Crohn, entre outras enfermidades que necessitem de tratamentos específicos para cicatrização e regeneração por reparação do tecido acometido.

Biodiversidade

Para quem imagina que a capital paulista é uma selva de pedra, a metrópole registra um contingente de 1.113 espécies de animais silvestres e 4.768 de plantas que habitam praças, parques e outras áreas verdes. O levantamento, iniciado há 26 anos por biólogos da prefeitura, consta do Inventário da Biodiversidade do Município de São Paulo, segundo revela a edição de maio da revista Pesquisa, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Do total de espécies de animais registradas, 92 constam da lista de ameaçados de extinção do Estado. Foram identificados inclusive mamíferos de grande porte que eram dados como extintos na capital, como a onça-pintada, localizada no Núcleo Curucutu do Parque Estadual Serra do Mar, no extremo da zona sul.