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Folha da Região (Araçatuba, SP) online

Wilson Marini: A entrada do interior na era dos dados em nuvens

Publicado em 21 janeiro 2016

Por Wilson Marini

A agência Investe São Paulo anunciou projetos de implantação de data centers hubs de abrangência internacional para armazenamento e administração de dados de clientes mundiais, baseados em Sorocaba e Campinas e investimento total de R$ 12,8 bilhões, gerando aproximadamente 20 mil empregos diretos em cada município e 43 mil indiretos ao longo da execução total do programa, pela empresa TechxAct. “Todos dependerão do armazenamento e gerenciamento de dados em nuvens. Os data centers já se apresentam como o maior prestador de serviços do mundo. É um setor que garante estabilidade, rentabilidade e crescimento únicos”, afirmou o vice-presidente da empresa, Carlos Tavares, segundo o qual será criado no Interior Paulista uma espécie de Silicon Valey (Vale do Silício). 

A empresa tem um hub em operação na cidade de Loundoun Count, Virgínia, nos EUA. O projeto é conhecido como Universal Clouds, a primeira nuvem global de administração de dados. “Não existirá indústria que não vai estar no nosso negócio num futuro muito breve. O empreendimento vai armazenar, por exemplo, dados essenciais de países do Oriente Médio, da Europa e da Ásia. Isso porque o Brasil tem boas relações com todos os países do mundo, não tem rejeição, o que é um grande fator que favorece a instalação de data centers hubs”, afirma ele. Dentre os serviços dos data center hubs a serem instalados em Sorocaba e Campinas, está também a recuperação de problemas nos sistemas de armazenamento de dados mundiais. 

Atração de investimentos
O Estado de São Paulo conseguiu, em 2015, superar os investimentos atraídos comparativamente ao ano de 2014: R$ 9,168 bilhões, equivalente a um aumento de 260% frente ao montante de R$ 3,52 bilhões do ano anterior. O salto na geração de empregos foi de 228%, uma vez que foram gerados 9.168 empregos em 2015, contra 4.007 em 2014. Para o presidente da Investe SP, Juan Quirós, os números revelam que São Paulo continua um estado “muito atrativo” para os investidores internacionais e nacionais. A infraestrutura, a rede pública de universidades e de formação técnica e o mercado consumidor são fatores de grande atratividade. Os investimentos em 2015 se direcionaram com intensidade especialmente ao longo das rodovias Bandeirantes e Anhanguera. Quirós afirma ainda que os investidores enxergam boas oportunidades a médio e longo prazos para o Estado.

Bombando
Jundiaí foi apontada, pelo segundo ano consecutivo, como a terceira melhor cidade do Brasil entre as 100 maiores, em estudo BCI 100 (Best Cities Index), feito pela empresa de consultoria econômica e financeira Delta para a Revista América Economia. O município obteve índice atrás apenas de Santos e Belo Horizonte. As informações são do Jornal de Jundiaí, da Rede APJ - Associação Paulista de Jornais. O ano de 2016 começou bem para o setor industrial do município, com o anúncio de três novas grandes empresas que vão gerar 1.180 postos de trabalho: a Kisabor, do segmento alimentício, a Panpharma, do ramo farmacêutico, a Mane, multinacional francesa do segmento de fragrâncias e aromas para cosméticos, e uma quarta do setor de embalagens (nome não divulgado ainda). E Campinas fechou 2015 com a atração de R$ 1,11 bilhão em investimentos, quase o dobro do volume registrado no ano passado, quando R$ 600 milhões foram anunciados.

Vantagens do Interior
Ribeirão Preto ganhou destaque no Índice de Cidades Empreendedoras 2015 (ICE). A cidade foi considerada a 12ª melhor para quem visa empreender. O estudo, realizado pela organização de fomento ao empreendedorismo Endeavor, avaliou 32 cidades brasileiras com base em sete grupos de indicadores: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora. “Ribeirão Preto une os benefícios de cidade grande com as vantagens de uma cidade do interior. Temos todos os públicos em um único município, além de um PIB per capita elevado.”, disse, ao jornal local A Cidade, Adriano Loutz, sócio proprietário de uma rede de restaurantes que chegou à cidade há um ano.

Dicas às demais
Depois da infraestrutura, o acesso ao crédito e o ambiente regulatório são os pontos positivos para quem quer investir em um negócio em Ribeirão Preto. “Quando decidimos colocar o projeto em prática, foi tudo muito rápido. A papelada não foi dificuldade”, diz o empreendedor Edilson Codarin. Outros empresários destacam as parcerias em projetos como boas alternativas a esse acesso ao crédito. Os dados podem servir de pista para outros centros regionais do Estado que desejam atrair investimentos sólidos e de acordo com as novas tendências tecnológicas e de negócios. 

Startups
As startups, empresas nascentes quase sempre de base tecnológica, estão ganhando reconhecimento e sendo cada vez mais procuradas para oferecer soluções a grandes empresas e órgãos de governo, segundo a reportagem de capa da edição de janeiro da revista Pesquisa Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). A matéria apresenta as diversas iniciativas de valorização das startups, como os torneios promovidos pelo governo do estado de São Paulo, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e governo federal, a formação do ambiente favorável à formação e crescimento dessas empresas, e exemplos bem-sucedidos como a I.Systems, de Campinas, e a InfoPrice, de São Paulo, entre outros. 

ABC
São Caetano do Sul se destaca em novo ranking de desenvolvimento socioeconômico divulgado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), que avalia condições de Educação, Saúde, emprego e renda. Passou a ocupar a quarta colocação nacional, entre 5.517 municípios avaliados, e ficou no terceiro lugar no Estado de São Paulo nesse levantamento, que toma como base dados de 2013. No País, só perdeu para Extrema, em Minas Gerais, São José do Rio Preto e Indaiatuba. A informação é do Diário do Grande ABC, da Rede APJ.