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Wilson Alves-Bezerra autografa Histórias zoófilas e outras atrocidades na Bienal do Livro de São Paulo

Publicado em 20 agosto 2014

A zoofilia, tema central do livro Histórias zoófilas e outras atrocidades, de Wilson Alves-Bezerra, lançamento da EdUFSCar em parceria com a Oitava Rima Editora, extrapola as definições tradicionais. O agir animalesco ou que se relaciona de alguma forma com e como os bichos, retratado como uma paixão, vai além do que a maioria pensa. As particularidades do tema são reveladas nas histórias contagiantes, com dramas, diálogos e pensamentos próprios.

 

Sua escrita enlaça um contemporâneo que dialoga comodamente com o [século] dezenove esse fim de século hispânico que está próximo de Machado de Assis, Euclides da Cunha, Lima Barreto, Guimarães Rosa, Osman Lins e Hilda Hilst, diz José Luis Martínez Amaro, professor de Literaturas Hispânicas da Universidade de Brasília que assina a orelha da obra.

 

Ainda de acordo com o professor, a zoofilia pode oscilar entre aquele que escuta harmonias no canto dos pássaros e o bruto livre que mata e que massacra. E assim o é em Histórias zoófilas e outras atrocidades.

 

Hagiografia Profana, Histórias Zoófilas, Outras Atrocidades e Romance Familiar são os quatro capítulos da obra, que abrigam os dezenove contos. Cada uma das histórias, independentes entre si, mas que dão liga a uma unidade temática, abordam questões religiosas, sobrenaturais, cotidianas. Todas elas empregam um pano de fundo realista para derramar o fantástico à moda do argentino Borges.

 

O excelente O Homem que se perdeu passa pela oralidade de um Brasil profundo, orientado por um sertão literário expandido por Rosa, onde Wilson atravessa pactos fáusticos, engrandece, expande a literatura nacional; aqui a zoofilia é uma paixão e as paixões movem, finaliza Amaro.

 

Comentários sobre o livro na imprensa especializada

 

Histórias Zoófilas traz 19 narrativas impressionantes, povoadas de bizarrices e dominadas pelo registro cultural de diferentes regiões das Américas. O contista consegue atravessar com elegância a sombra de Borges e Rosa, para encontrar do outro lado seu próprio modo de expressar o grotesco da existência miúda. (Luiz Brás, Folha de S.Paulo)

De algum modo o autor parece refletir o velho e bom Sade, enfim um escritor para escritores e filósofos, ao evocar o mal imanente. (...) O que corresponderia ao estilo preciso, "sob controle", do contista, como se manejasse um bisturi afiadíssimo, ágil, sutil. (Moacir Amâncio, O Estado de S. Paulo)

Dono de um estilo elegante, Wilson se apresenta, neste livro, como grande contista, pronto a se igualar a outros grandes nomes de nossa literatura. Um belo livro, que dá prazer de ler, e material para refletir. (Marli Berg, Blog Literatura em blocos)

Os personagens de Histórias zoófilas vivem presos a um mundo tomado pelo animalesco, muitas vezes fantástico, e por atrocidades de feras. Nada é o que parece à primeira vista, em tudo cabe outro olhar, mais fundo e perscrutador. (William Lial, Jornal Rascunho)

Não há nada de mediano nestas histórias que se constroem com as figuras do excesso e da falta, a zoofilia aqui é um olhar que se elva agudo como estilete que desce cortando os zeros tenros como ovos. (José Luis Martínez Amaro, orelhas do livro)

 

Sobre o autor - Wilson Alves-Bezerra possui graduação em Letras Espanhol-Português pela Universidade de São Paulo (2001), mestrado em Letras (Língua Espanhola e Literatura Espanhola e Hispano-Americana) pela Universidade de São Paulo (2005) e doutorado em Letras (Literatura Comparada) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2010). Atualmente é coordenador de Cultura da Universidade Federal de São Carlos, onde atua - como professor adjunto - na graduação e no Programa de Pós-graduação em Estudos de Literatura. É autor de Reverberações da fronteira em Horacio Quiroga (Humanitas/FAPESP, 2008) e Da clínica do desejo a sua escrita (Mercado de Letras/FAPESP, 2012). Tradutor de Horacio Quiroga e de Luis Gusmán. Colabora como resenhista em O Globo, O Estado de S. Paulo e Zero Hora. Sua tradução de Pele e Osso, de Luis Gusmán, foi finalista do Prêmio Jabuti 2010, na categoria Melhor Tradução Literária Espanhol-Português.

 

Título: Histórias zoófilas e outras atrocidades

Autor: Wilson Alves-Bezerra

Número de páginas: 164

Formato: 13 x 20 cm

Preço: R$ 30,00

ISBN: 978-85-7600-331-1

 

Sessão de autógrafos de Histórias zoófilas e outras atrocidades na Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Data: Quinta-feira, 28 de agosto, às 17h

Local: Estande do SINBIESP (O301)

Av. Olavo Fontoura, 1.209 - São Paulo (SP)

 

Mais informações sobre os livros da EdUFSCar estão disponíveis no site www.editora.ufscar.br