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Você entrevista o diretor científico da Fapesp

Publicado em 25 setembro 2008

Em abril deste ano, Carlos Henrique de Brito Cruz completou três anos à frente da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Neste período, levou a entidade a um novo patamar. Só entre dezembro de 2005 e dezembro de 2007, o número de bolsistas de mestrado apoiados cresceu 67%, passando de 1,4 mil para 2,35 mil.

Pesquisador profissional de destaque, Brito nasceu no Rio de Janeiro há 52 anos e construiu uma carreira que o levou a Campinas, Roma, Nova Jersey, Campinas novamente e, desde 2005, São Paulo. Trabalhou durante dois anos para os Bell Labs, da AT&T, até 1988, quando passou a se dedicar em tempo integral à Universidade de Campinas, da qual acabaria sendo reitor entre abril de 2002 e abril de 2005. Engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP), Carlos Brito presidiu a própria Fapesp de 1996 a 2002.

De seu posto atual na fundação, Brito tem se esforçado para lançar pontes entre universidades e empresas a fim de estimular a inovação. De acordo com um de seus trabalhos sobre o tema, somente 16% dos cientistas brasileiros trabalham em empresas – o restante está na academia. Nos Estados Unidos ou na Coréia do Sul, por exemplo, essa porcentagem gira em torno dos 80%. Ou seja, faltam pesquisadores nas companhias brasileiras.

O diretor da Fapesp é, no entanto, um otimista. “Os obstáculos que o Brasil precisa superar na área educacional são análogos aos da China e da Índia. Não maiores”, disse ele a Época NEGÓCIOS no ano passado. “Nós temos gente capacitada na mesma proporção que a Índia e a China, mas não entendemos o valor do que construímos, com o dinheiro do contribuinte, o que é trágico, porque a base científica e tecnológica pode trazer muito mais oportunidades para o País do que traz hoje.”

As 15 questões selecionadas serão enviadas para o diretor da Fapesp e respondidas na edição de dezembro da revista e no site www.epocanegocios.com.br.