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Vitopel leva papel sintético para a China

Publicado em 19 agosto 2009

A primeira linha de produção que a Vitopel destinou para o desenvolvimento do seu papel sintético - inovação feita com resíduos plásticos reciclados -, está operando a todo vapor, informa o presidente da companhia José Ricardo Roriz Coelho, que embarca para a China e Chicago na busca de oportunidades para os negócios em torno da novidade. "Por ser um produto com forte apelo de sustentabilidade estamos recebendo consultas de vários potenciais clientes internacionais", afirma o executivo.

Segundo Roriz Coelho, a Vitopel já enviou os primeiros lotes do papel sintético para o mercado gráfico brasileiro. O produto foi lançado no na Brasilplast. "Temos sido procurados por várias empresas e instituições que planejam imprimir seus materiais promocionais e institucionais com apelos mais sustentáveis", completa o executivo.

Feito a partir de resíduos plásticos coletados pelas cooperativas, catadores, entre outros, o papel sintético da Vitopel será apresentado a executivos chineses e na feira de plástico de Chicago, este mês.

Sobre o papel sintético

O produto utiliza a tecnologia dos filmes flexíveis - usados em rótulos, embalagens, pet food, na indústria gráfica, entre outras aplicações - porém contendo diferentes tipos de polímeros em sua composição. O resultado é um material resistente, similar ao papel "couché", que permite a escrita manual com canetas esferográficas, canetas de ponta porosa e lápis, e a impressão pelos processos gráficos editoriais usuais, como off-set plana ou rotativa.

O grande diferencial da inovação é que não há no mundo outra tecnologia desenvolvida para usar diferentes plásticos reciclados - como o PP, PE, PVC, EVA - na composição do papel sintético. Vindo de garrafas descartadas, embalagens, frascos plásticos usados, entre outros, o material resulta em uma mistura homogênea, perfeita para a produção do filme. Graças a esse diferencial no desenvolvimento, o produto conquistou uma patente, depositada em nome dos três parceiros envolvidos: Vitopel, UFSCar e FAPESP.

A Vitopel investe anualmente cerca de US$ 2 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) "e detém outras patentes de produtos criados para diversos mercados, como o de embalagem entre outros" lembra o presidente da Vitopel, José Ricardo Roriz Coelho. Vitopel é a maior companhia latinoamericana e terceira no mundo na produção de filmes flexíveis. Conta com três fábricas, duas no Brasil e uma na Argentina. A companhia produz anualmente 150 mil toneladas de filmes flexíveis de BOPP e prevê investimentos de US$ 55 milhões até 2010 na ampliação da produção.