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Visita dos Estados Unidos

Publicado em 14 maio 2011

 

Agência FAPESP – Representantes do Chicago Council on Global Affairs, dos Estados Unidos, participaram nesta segunda-feira (2/5) de uma visita à FAPESP, onde foram recebidos por Celso Lafer, presidente da FAPESP, e Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação.

O Chicago Council on Global Affairs é uma organização independente que reúne gestores públicos, lideranças do governo, de empresas, da academia e da sociedade civil com a missão de discutir assuntos de abrangência global e nacional, contribuindo para a formulação de políticas em relações exteriores.

Fundado em 1922, é considerada uma das mais antigas e proeminentes organizações de relações internacionais nos Estados Unidos. De acordo com Lafer, a comitiva norte-americana, com cerca de 30 membros, visitou o Brasil com o objetivo de obter informações consistentes a respeito do país em temas de interesse mútuo.

“Trata-se de uma organização importante nos Estados Unidos, com interesses muito amplos. Em conversas anteriores com eles, ficou claro que um dos interesses centrais era saber o que o Brasil faz em matéria de pesquisa científica e tecnológica. Por isso, tomaram a iniciativa de visitar a FAPESP para conhecer a importância dada pelo Estado de São Paulo à área de pesquisa, de forma geral, e o papel da Fundação nessa matéria”, disse Lafer à Agência FAPESP.

Brito Cruz apresentou uma palestra a respeito da missão da FAPESP, em que mostrou os principais programas de pesquisa financiados e traçou um panorama da pesquisa científica e tecnológica em São Paulo.

O diretor científico destacou as relações internacionais da FAPESP, que mantém acordos de cooperação com instituições do Reino Unido, Alemanha, França, Canadá, Argentina, China, Estados Unidos e de outros países.

“Temos grande interesse nas cooperações internacionais e queremos atrair os melhores cérebros para o nosso estado, assim como nos interessa ter pesquisadores paulistas em grandes projetos no exterior”, disse Brito Cruz.

Os membros do Chicago Council fizeram uma série de perguntas, demonstrando interesse sobre temas como o tratamento dado à questão da propriedade intelectual no Brasil e pesquisas relacionadas ao etanol, às células-tronco e às mudanças climáticas, entre outras.

Segundo Brito Cruz, o número de doutores formados anualmente no Estado de São Paulo é recorde em todo o mundo. Só a Universidade de São Paulo (USP) forma mais de 2 mil doutores por ano. A pedido dos visitantes, explicou que a demanda permite absorver esse grande contingente de doutores.

“No Brasil há uma forte demanda por doutores. O país ainda desenvolve seu sistema universitário e as universidades federais, em especial, estão completando seus quadros. Essa demanda deverá continuar alta por pelo menos mais 15 anos. Além disso, alguns novos doutores encontram espaço em empresas. Queremos que isso cresça. A demanda externa também interessa, porque o Brasil se beneficia de ter mais cientistas em projetos no exterior”, afirmou.

Os integrantes da comitiva levantaram questões também sobre a heterogeneidade da produção científica nas distintas regiões do Brasil e perguntaram como extrapolar para o resto do país o sucesso da pesquisa científica e tecnológica alcançado em São Paulo.

“O avanço em ciência e tecnologia tem uma variável importante nos estados: alguns deles não têm o mesmo investimento que encontramos em São Paulo, em alguns casos porque eles se concentram em outras prioridades, em outros casos porque simplesmente não têm recursos. Mas esse quadro está mudando lentamente e há avanços também em outras partes do Brasil”, afirmou.