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G1

Vírus da zika teria ciclo silvestre com macacos como reservatórios

Publicado em 30 outubro 2018

O surto de febre amarela levou a uma descoberta sobre o vírus da zika publicada nesta terça-feira (30), numa revista científica internacional.
As mortes de macacos vítimas de agressão do homem e de outros animais intrigaram e um grupo de pesquisadores passou a buscar respostas. Por que animais normalmente tão ligeiros estavam sendo capturados com relativa facilidade? Ao analisar o sangue desses macacos, cientistas descobriram por que eles estavam mais lentos e fáceis de capturar: eles estavam doentes.
“A gente percebia que eles tinham infecção, mas não foi aquilo que os matou. Nós testamos para diversos vírus e identificamos, então, o vírus da zika em alguns desses macacos”, conta Maurício Nogueira, coordenador da pesquisa da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.
A pesquisa financiada com recursos públicos revelou o que é um novo motivo de preocupação. Assim como na febre amarela, o vírus da zika não circula só nas cidades passando do mosquito para o homem como se pensava. A doença teria também um ciclo silvestre. Nele, o macaco é vítima e reservatório do vírus.
“Então, quando a gente esperava que a zika fosse desaparecer agora, e retornar daqui talvez 20 anos, 10 anos, se nós temos um reservatório, vai ser um risco constante”, diz Maurício.
A descoberta tornou ainda mais urgente uma vacina contra o vírus da zika. Ela já foi desenvolvida por cientistas de 20 centros de pesquisas no mundo. A Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, e a Universidade Federal de Minas Gerais fazem parte desse esforço, que agora depende também de voluntários brasileiros para sair dos laboratórios.
Mais de mil pessoas já tomaram a vacina no mundo, 50 delas no Brasil. Os cientistas precisam de pelo menos mais 450 em São Paulo e Minas para confirmar se ela é eficiente na proteção contra o vírus da zika.
“Os voluntários que nós estamos procurando são pessoas saudáveis, de 15 a 35 anos de idade. É um estudo seguro, a gente dá, faz o acompanhamento, faz os check-ups de saúde e o que a gente quer saber, em amostras do sangue dessas pessoas, é se elas vão desenvolver uma proteção contra o vírus zika”, explica o infectologista Esper Kallás.

O surto de febre amarela levou a uma descoberta sobre o vírus da zika publicada nesta terça-feira (30), numa revista científica internacional.

As mortes de macacos vítimas de agressão do homem e de outros animais intrigaram e um grupo de pesquisadores passou a buscar respostas. Por que animais normalmente tão ligeiros estavam sendo capturados com relativa facilidade? Ao analisar o sangue desses macacos, cientistas descobriram por que eles estavam mais lentos e fáceis de capturar: eles estavam doentes.

“A gente percebia que eles tinham infecção, mas não foi aquilo que os matou. Nós testamos para diversos vírus e identificamos, então, o vírus da zika em alguns desses macacos”, conta Maurício Nogueira, coordenador da pesquisa da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

A pesquisa financiada com recursos públicos revelou o que é um novo motivo de preocupação. Assim como na febre amarela, o vírus da zika não circula só nas cidades passando do mosquito para o homem como se pensava. A doença teria também um ciclo silvestre. Nele, o macaco é vítima e reservatório do vírus.

“Então, quando a gente esperava que a zika fosse desaparecer agora, e retornar daqui talvez 20 anos, 10 anos, se nós temos um reservatório, vai ser um risco constante”, diz Maurício.

A descoberta tornou ainda mais urgente uma vacina contra o vírus da zika. Ela já foi desenvolvida por cientistas de 20 centros de pesquisas no mundo. A Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, e a Universidade Federal de Minas Gerais fazem parte desse esforço, que agora depende também de voluntários brasileiros para sair dos laboratórios.

Mais de mil pessoas já tomaram a vacina no mundo, 50 delas no Brasil. Os cientistas precisam de pelo menos mais 450 em São Paulo e Minas para confirmar se ela é eficiente na proteção contra o vírus da zika.

“Os voluntários que nós estamos procurando são pessoas saudáveis, de 15 a 35 anos de idade. É um estudo seguro, a gente dá, faz o acompanhamento, faz os check-ups de saúde e o que a gente quer saber, em amostras do sangue dessas pessoas, é se elas vão desenvolver uma proteção contra o vírus zika”, explica o infectologista Esper Kallás.

Por Jornal Nacional