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Correio Popular (Campinas, SP) online

Vinhedo testa aplicativo que reconhece pets por fotos

Publicado em 31 julho 2017

Por Rafaela Dias

Vinhedo está utilizando um aplicativo de identificação facial para cadastrar cães e gatos. A novidade é fruto de uma parceria entre a Prefeitura e a ONG Sopravi. O mecanismo tem com objetivo diminuir a quantidade de animais abandonados e manter ainda um cadastro sobre a saúde dos pets. O Crowdpet está sendo desenvolvido pelo ex-estudante da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fábio Piva, através da startup Scipet, iniciativa dele e de mais três sócios. A pesquisa ainda está sendo desenvolvida na universidade e conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Estamos em fase de testes, mas na prática, registramos a localização da foto do animal e limitamos a busca por região. A ideia é realizar cruzamento de dados a partir de outras fontes, como um cadastro dos adotantes, por exemplo”. Para o uso do recurso, não existe a necessidade de dispositivos adicionais, como coleiras GPS. Tudo é registrado via satélite. O dono cadastra no aplicativo uma foto e quem encontra um animal cadastra outra. O sistema cruza as características das fotos disponíveis para verificar as que combinam entre si. Quando identifica uma combinação possível, o aplicativo avisa o dono sobre a chance de o animal ter sido encontrado. Imagens e dados de local, data e hora são automaticamente anotados.

O aplicativo já começou a ser utilizado para a identificação dos animais de um condomínio de Vinhedo e na parceria com o setor de Zoonoses da Secretaria de Saúde da Prefeitura da cidade. “No CCZ estamos utilizando nas zonas rurais durante a campanha de vacinação antirrábica que está acontecendo essa semana. Ao vacinar, já criamos o cadastro desse animal no aplicativo e verificamos ainda se outras vacinas estão em dia e se o cão ou gato foi castrado”, explicou Paulo César Conte, gerente de Zoonoses do município. A visita ainda está possibilitando ao órgão a fazer exames de sangue para avaliar a situação da leishmaniose na região, que ainda não registrou casos da doença, mas que possui cidades vizinhas com surtos, como aconteceu em Valinhos. Só na zona rural, segundo o médico veterinário, são mais de dois mil cães e gatos. "Hoje contamos com a microchipagem, que gera custo para o município e é um processo doloroso. O uso desse aplicativo vai facilitar muito o raio-X que estamos fazendo na cidade. A novidade vai ajudar ainda a diminuir o número de animais abandonados.