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Veterano dá dicas para candidatos na Fuvest: 'Não se sinta pressionado'

Publicado em 26 novembro 2016

Por Carol Malandrino

Em 2012, João Vitor Ignácio Costa deixou a família em Blumenau (SP) e abriu mão do sonho de ser jogador profissional de basquete para estudar física na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. Quatro anos depois, o jovem de 21 anos está prestes a dar continuidade aos estudos fora do país, dá dicas para os candidatos que vão prestar o vestibular da Fundação Universitária para Vestibular (Fuvest) neste domingo (27).

“Não se preocupe muito com uma questão específica, não fique forçando, faça primeiro as fáceis e ganhe confiança, depois trabalhe as outras, não se sinta pressionado por não responder algo”, aconselhou o estudante, que agora almeja uma vaga no exterior. As opções são Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), Perimeter Institute, Stanford e Harvard.

Preparação

O estudante prestou o vestibular em São Carlos em 2012, aos 17 anos. Na época, ele afirmou ao G1 que se preparou bem para a prova. Hoje, ele avalia que ficou nervoso durante o exame e que isso foi bom.

“Uma coisa que me ajudou é pensar que somos jovens, o pessoal pensa que tem que passar agora, mas eles devem ficar tranquilos, sempre vai ter uma nova oportunidade ou um novo ano. As pessoas também podem resolver fazer outra coisa da vida. É necessário saber o que você gosta, muita gente está prestando vestibular por conta da família, mas se o seu caso não é esse leve isso como um desafio”, disse.

Costa disse que escolheu a USP porque é referência no curso de física. Ele, que sempre foi bom em exatas, teve um estilo diferente de estudar. “Parece que devemos decorar algumas fórmulas e não é muito isso, você tem que entender realmente o que está acontecendo e muita gente não pensa dessa forma”.

O estudante também fez iniciação científica na área experimental do curso, mas tentou na teórica também. “Conversei com um professor e comecei a tentar fazer, mas é muita coisa para chegar ao nível que eu precisava. Não deu certo, já que requer muito tempo de estudo e fica complicado conseguir uma bolsa da Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo], mas resolvi tentar fazer algo em experimental porque ai eu acabei colocando a mão na massa”, explicou.

Tiro de guerra

Além da experiência de morar longe da família, o estudante serviu no tiro de guerra e aprendeu a se adaptar à situação. “Achei que ia ser uma experiência ruim, mas tive que me esforçar bastante, talvez pelo medo de que atrapalhasse em algo. Só que deu um gás e o Exército trouxe mais disciplina para a minha vida”, disse.

O jovem contou que tinha uma rotina complicada, dormia tarde para estudar e tinha que acordar às 4h30. Muitas vezes, resolvia as tarefas do curso durante a guarda noturna. “Ganhei uma maturidade muito grande, fiquei mais confiante em vários aspectos. Como fui monitor de pelotão, tive mais responsabilidades, pois comandava muita gente”, contou.

Do G1 São Carlos e Araraquara

*Sob supervisão de Fábio Rodrigues, do G1 São Carlos e Araraquara