Segundo pesquisadores, os animais portadores da doença que receberam a aplicação mostraram mudanças no sistema imunológico. De acordo com a pesquisa, esses resultados positivos são um sinal de reeducação imunológica, que pode ser visto como uma alternativa para a imunoterapia.
O tratamento da imunoterapia no combate ao câncer é realizado com substâncias que ativam o sistema imunológico do paciente. Nessa ocasião, o sistema imune induz as células a combaterem a doença com menor toxicidade.
O sistema imunológico são células responsáveis por proteger o corpo humano de vírus ou bactérias infecciosos.
Como foi feito o estudo do Instituto Butantan? O estudo foi feito com dois grupos de camundongos durante 13 dias. Um grupo recebeu células de um tumor líquido na região abdominal e o outro foi composto de animais saudáveis.
A pesquisa informou que todos os animais utilizaram a crotoxina, uma dose de toxina e uma solução salina. No entanto, alguns receberam doses maiores do que os outros.
O grupo de camundongos doentes que recebeu a menor dose de toxina teve uma prevalência de 60% das células responsáveis por impedir o desenvolvimento dos tumores. Esse grupo ainda conseguiu reduzir o tamanho do volume do tumor em 27%.
“Isso é uma das coisas que a gente vem observando também em outros radares”, afirmou a primeira autora do trabalho, Camila Lima Neves, segundo o site Poder360. “Mostrando que uma pequena dose da crotoxina é o suficiente para essa modulação dos macrófagos — células de defesa do organismo”.
Com os resultados obtidos, os pesquisadores agora buscam combinações estruturais da crotoxina em prol de um equilíbrio maior entre a eficácia e o baixo nível de toxicidade.
“É possível que outras estruturas da molécula crotoxina possam realizar a mesma ação ou potencializar seu efeito”, afirmou a coordenadora do estudo, Sandra Coccuzo Sampaio.
Fonte: Revista Oeste