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Diário do Turismo

Veja dicas de como obter bolsas para estudar fora

Publicado em 01 janeiro 2014

Se o seu sonho é estudar no exterior, o segredo é se organizar e correr atrás. Pesquise com a sua universidade brasileira ou com os consulados estrangeiros no país as possibilidades de bolsa.

Carlos Robles, presidente da Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), ressalta que a autossuficiência do Brasil em nível de graduação leva a poucas possibilidades de bolsas integrais para a formação completa no exterior. Há, no entanto, muitos programas que financiam intercâmbios acadêmicos. “Acho que, para graduação, o melhor caminho é o Ciência Sem Fronteiras”, opina.

No entanto, isso não significa que você deve se desanimar. “O aluno brasileiro acha que é muito difícil, mas é possível para todos. Muitas universidades americanas oferecem bolsas”, diz Fabiana Fernandes, gerente de produto da agência de intercâmbio CI.

Segundo Carlos, um dos primeiros passos do estudante com interesse em fazer um intercâmbio acadêmico em outro país é entrar em contato com a seção de Relações Internacionais da sua própria faculdade.

Muitas delas possuem convênios com universidades estrangeiras. A maioria cobre apenas a mensalidade, mas elas podem orientar o aluno sobre possibilidades de bolsas ou outras vantagens.

SEM FRONTEIRAS - O programa Ciência Sem Fronteiras, do governo federal, concede bolsas de 12 meses para alunos de graduação. O prazo pode se estender a 18 meses, se incluir curso de idiomas.

A bolsa cobre mensalidade, auxílio de instalação, auxílio de material didático, passagens aéreas e seguro de saúde.

São contempladas apenas algumas áreas – Engenharias, Energia, Computação e Tecnologias da Informação, Biotecnologia e Saúde, entre outras.

www.cienciasemfronteiras.gov.br

CNPQ - O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concede bolsas de graduação de até 12 meses para estudantes matriculados em uma instituição de ensino superior brasileira.

A bolsa inclui mensalidade, seguro de saúde, passagem de ida e volta e auxílio de deslocamento e instalação, além de outros custos.

www.cnpq.br

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) oferece bolsas para pesquisa no exterior. Podem se candidatar apenas estudantes de iniciação científica que já são bolsistas da instituição.

A bolsa tem duração máxima de 4 meses. O valor varia conforme o país de escolha. São financiáveis a manutenção mensal, a despesa de transporte, o seguro de saúde e a instalação.

www.fapesp.br

GOVERNOS - Os governos de alguns países oferecem bolsas a estudantes estrangeiros, embora a maioria deles se dedique a cursos de pós-graduação. “O recomendado é entrar em contato com os consulados de países de seu interesse. Eles podem oferecer informações sobre bolsas que muitas vezes não são divulgadas”, orienta Carlos.

Nos EUA, o país mais cobiçado pelos brasileiros, segundo levantamento da Belta, o melhor caminho é buscar oportunidades na Comissão Fulbright. São concedidas bolsas de estudos para intercâmbio de um ano em uma community college, tipo de instituição americana de ensino superior voltada a cursos profissionalizantes.

Fulbright - www.fulbright.org.br

COMISSÃO EUROPÉIA - A Comissão Europeia também concede bolsas a estudantes de universidades brasileiras parceiras em alguns de seus programas, como o Mundus Lindo, Babel e Preciosa.

Também vale a pena pesquisar as iniciativas de cada país. Um exemplo é a Holanda, que lançou o Orange Tulip Scholarship Programme 2014 (OTS). O programa de bolsas é exclusivo para brasileiros, que podem estudar em instituições holandesas de ensino superior, como a Universidade de Amsterdã (foto), uma das principais do país. Fique atento.

Mundus Lindo - www5.uva.es/munduslindo

Babel - babel.up.pt

Preciosa - www.em-preciosa.eu/pt

Orange Tulip Scholarship Programme 2014 (OTS) - www.nesobrazil.org/bolsas-de-estudo/orange-tulip-scholarship

UNIVERSIDADES AMERICANAS - Grande parte das universidades americanas oferece bolsas de estudos para jovens esportistas. Essas bolsas, no entanto, cobrem apenas parte da anuidade da própria instituição de ensino, que varia entre US$ 10 mil e US$ 60 mil. “Quando é uma bolsa esportiva, ele tem a responsabilidade de jogar pela universidade”, explica a gerente de produto da CI.

Os bolsistas são escolhidos em acampamentos esportivos que, segundo a CI, costumam ocorrer na Flórida, onde olheiros das instituições de ensino observam o desempenho deles. Ao final, são feitas as propostas de bolsa e grande parte dos alunos consegue alguma oferta. Segundo Fabiana, as porcentagens variam entre 10% a 50% do valor anual.

Agências com Edição do DT