Notícia

Portal Fator Brasil

Vale atingiu nível de aplicação A+ de acordo com a GR1 de sustentabilidade

Publicado em 30 junho 2010

Relatório de Sustentabilidade de 2009, com o mais alto nível de transparência, reforça o compromisso da Vale com o desenvolvimento sustentável. Em 2009, 76% da água usada nas operações da empresa foi reutilizada, ou seja, de 1,2 bilhão de m3 necessários, 288 milhões foram retirados da natureza e o restante, abastecido por água reaproveitada.

A Vale vem aumentando o grau de transparência na divulgação de informações de sustentabilidade a cada ano. No primeiro relatório, de 2007, foram reportados 51 indicadores e no ano seguinte, acrescidos 22. Recentemente tal esforço foi reconhecido e o documento referente ao ano de 2008 ganhou o Prêmio GRI Readers Choice Award na categoria Sociedade Civil. Esse prêmio é concedido à organização cujo relatório recebe o maior número de votos da sociedade civil, que inclui sindicatos de trabalhadores, instituições públicas, acadêmicos, especialistas, cidadãos e mídia. Os dois primeiros relatórios também foram considerados como Comunicação de Progresso Notável (COP)1 pelo Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em seu terceiro relatório de sustentabilidade, referente ao ano de 2009, a Vale atingiu o nível de aplicação A+, conforme a metodologia da GRI2, com o reporte de 86 indicadores. Para os relatórios de 2007 e 2008, o nível de aplicação alcançado foi B+. Esse avanço representa o nível mais alto de transparência, conforme a GRI, no relato feito pela empresa de informações sobre o desempenho econômico, social e ambiental.

O nível de aplicação A+ considera o relato de todos os itens de perfil, dados sobre gestão, indicadores de desempenho essenciais e do Suplemento Setorial de Mineração e Metais. Esse nível também indica que o documento contou com verificação externa independente, em nosso caso realizada pela empresa Ernst & Young, que também verificou o relatório com base nas diretrizes do ICMM (Conselho Internacional de Mineração e Metais).

Para a diretora de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (DIAM), Vania Somavilla, "esse relatório representa um marco, visto que alcançamos o grau de transparência A+ já em nosso terceiro relatório de sustentabilidade. Esse importante avanço reforça nosso alinhamento com iniciativas globais das quais somos signatários, tais como o Pacto Global da Organização das Nações Unidas e o Conselho Internacional de Mineração e Metais".

O relatório também seguiu o princípio de materialidade, que envolve a consulta de diferentes stakeholders (partes interessadas) visando ao levantamento de informações de seu interesse a serem abordadas no relatório. Esses públicos consideraram como mais relevantes as seguintes informações: emprego e relações de trabalho, minimização de impactos ambientais, desempenho dos negócios, ética nos negócios, conservação ambiental, segurança e acidentes de trabalho, legado regional, cadeia de valor, desenvolvimento e qualificação pessoal, comunicação e engajamento, nessa ordem.

Ações ambientais, tecnologia e cadeia de valor - Em 2009, a Vale tratou como prioridade ações voltadas para enfrentar o desafio das mudanças climáticas. Ela liderou o lançamento da "Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas", junto com o Instituto Ethos e o Fórum Amazônia Sustentável. A carta apresentou os compromissos voluntários de 30 grandes empresas brasileiras com os esforços globais de redução dos impactos das mudanças climáticas, através da elaboração do inventário de emissões de gases de efeito estufa e do engajamento perante governo e sociedade civil, visando contribuir com a discussão sobre os marcos regulatórios do tema. Ainda assinamos o The Copenhagen Communiqué, um posicionamento de líderes empresariais globais em prol de um acordo sobre a questão das mudanças climáticas.

Outra iniciativa que merece destaque é a criação do Fundo Vale para o Desenvolvimento Sustentável, instituição sem fins lucrativos com objetivo de promover o desenvolvimento sustentável conciliando a preservação e a conservação do meio ambiente com a melhoria das condições socioeconômicas em países em desenvolvimento. Dentre outras iniciativas, o Fundo estabeleceu uma parceria com o Imazon para aprimorar o sistema de monitoramento do desmatamento na Amazônia Legal. O projeto tem recursos iniciais já aprovados de US$ 26 milhões para investimentos nos próximos três anos.

Anualmente elaboramos o inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa da Vale. Em 2009, o total de emissões diretas foi de 12,1 milhões de toneladas de CO2 equivalente, volume 22% inferior ao registrado no ano anterior. Já as emissões indiretas totalizaram cerca de 800 mil toneladas de CO2 equivalente, 40% inferior a 2008. Segundo a Carbon Disclosure Project (CDP), a Vale continuou registrando em 2009 a menor intensidade de emissão por receita entre as grandes mineraoras, com 522 toneladas de CO2 equivalente/US$ milhão de receita.

Também no ano passado iniciamos um diagnóstico preliminar dos riscos associados à nossa cadeia de fornecimento, em uma abordagem progressiva, objetivando incluí-la em nosso inventário. Essas emissões totalizaram 0,6 milhão de toneladas de CO2 equivalente.

Em 2009, 76% da água usada nas operações da empresa foi reutilizada, ou seja, de 1,2 bilhão de m3 necessários, 288 milhões foram retirados da natureza e o restante, abastecido por água reaproveitada.

Para desenvolver e apoiar projetos de pesquisa em mineração, processos para siderurgia, energia, ecoeficiência e biodiversidade, o Instituto Tecnológico Vale (ITV) firmou parceria no ano passado com as Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados de Minas Gerais (Fapemig), Pará (Fapespa) e São Paulo (Fapesp). Dentre as linhas de pesquisa propostas, estão temas como reutilização de resíduos, novos processos de produção de biocombustíveis e conservação de ecossistemas.

Fundamental para garantir a sustentabilidade do negócio é que este conceito esteja presente em toda a cadeia de valor da empresa. A Vale manteve suas ações voltadas à contratação de fornecedores locais com o objetivo de dinamizar a economia nas regiões remotas onde atua. O Programa Inove, que capacita fornecedores regionais para atender exigências do mercado, foi fortalecido. Cerca de 400 empresas participaram de cursos à distância e 169 tiveram acesso à linha de crédito. Também foi lançado em 2009 o Código de Conduta do Fornecedor, cujo objetivo é divulgar os princípios de conduta ética seguidos pela Vale nas relações comerciais com as empresas fornecedoras de serviços e produtos.

Governança Corporativa - Em continuidade ao processo de globalização de nossos documentos normativos, em 2009 aprovamos 15 novos instrumentos normativos de escopo global. Dentre eles, estão a Política de Desenvolvimento Sustentável, a Política de Segurança Empresarial, a Norma de Responsabilidades de Saúde, Segurança e Meio Ambiente e a Política de Direitos Humanos, que reafirma os compromissos da Vale em relação a esse tema de interesse mundial.

Pessoas - A Vale fechou o ano de 2009 com 140,6 mil empregados próprios e terceiros, sendo 78% no Brasil. Após passarmos por forte redução de demanda, empreendemos esforços no sentido de manter nosso maior patrimônio de conhecimento e capacidade produtiva: nossos empregados. A fim de nos posicionarmos com êxito no momento da crise econômica, implementamos maneiras criativas para reduzir os custos que permitiram reter mão de obra. Com isso, a redução na força de trabalho de 2008 para 2009 foi de 3,5%, frente a uma redução da produção de 22% no minério de ferro.

Em 2009, as mulheres continuavam representando 10% da força de trabalho da Vale, característica comum no setor de mineração. Deste contingente, 53% ocupavam cargos de técnicos, 39% atuavam como especialistas (nível superior), 4% tinham cargos de supervisão e 4% gerenciais.

Desenvolvimento Local - O volume de recursos aplicados na área social pela Vale em 2009 foi de US$ 200,9 milhões, 13% a menos que em 2008 por conta da estratégia de redução de custos adotada pela empresa para enfrentar a recessão global. Essa redução é inferior à queda de faturamento/produção. Cerca de 16% desse investimento social é na área de infraestrutura.

Um dos objetivos da Fundação Vale é contribuir para a redução do déficit de infraestrutura urbana e habitacional nas áreas onde a empresa atua. Em parceria com as prefeituras, são desenvolvidos projetos executivos para captação de recursos federais e estaduais. Até dezembro de 2009, 72 projetos executivos foram concluídos ou estavam em elaboração para 40 municípios do Pará, Maranhão, Espírito Santo e Minas Gerais.

A Fundação Vale deu continuidade à implantação das Estações Conhecimento - Núcleos de Desenvolvimento Humano e Econômico, cuja gestão é compartilhada entre a Vale, o poder público e a sociedade civil. O objetivo é contribuir para a melhoria da qualidade de vida e para o desenvolvimento integrado e sustentável das comunidades, deixando um legado de conhecimento sistematizado e institucionalizado para as regiões e os municípios onde estamos presentes. Serão aproximadamente 30 mil jovens beneficiados por meio de 18 núcleos, que serão construídos até 2012 nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo, Pará, Sergipe e Rio de Janeiro. Ainda em 2009, a Fundação Vale lançou o programa Brasil Vale Ouro, que visa selecionar e preparar atletas nas modalidades de judô, natação e atletismo, nas cidades onde a empresa atua. O programa funciona nas Estações Conhecimento e representa o apoio da Vale ao segmento de esportes de alto rendimento.

Saúde e Segurança - A taxa de acidentes com afastamento da Vale caiu 33% entre 2008 e 2009 (de 1,5 para 1,0 acidentes por 1 milhão de homem-horas trabalhadas). Apesar dos esforços no gerenciamento dos riscos e de uma forte redução nas nossas taxas de acidentes, lamentamos a ocorrência de nove acidentes fatais em 2009 em nossas operações e projetos envolvendo empregados e contratados da Vale e de três mortes de prestadores de serviço do setor de transporte nas estradas. Conseguimos alcançar, em 2009, a implantação de mais de 72% dos requisitos de atividades críticas (RACs), ferramentas fundamentais para a redução de acidentes, implantados nas operações brasileiras, superando a meta de 70%. A Vale vem buscando influenciar sua cadeia de valor para a adoção de medidas de segurança.

Meio Ambiente e Biodiversidade - O volume de recursos aplicados na área ambiental pela Vale em 2009 foi de US$ 580 milhões, valor 14,5% inferior ao realizado em 2008. A redução decorre em grande parte da paralisação em algumas unidades como medida para enfrentamento da crise. A maior parte dos investimentos foi destinada a: aquisição e implantação de equipamentos de controle ambiental; manutenção geotécnica ambiental e de segurança das barragens e das pilhas de estéril; reflorestamento e reabilitação de áreas degradadas que integram o Programa Vale Florestar; e convênios com alguns estados do Brasil .

Em 2009, a Vale produziu 436 mil toneladas de resíduos (dos quais 10% perigosos), 10% a menos que o de 2008. Os volumes destinados à disposição em solo e reciclagem são os mais expressivos, representando 58% e 33%, respectivamente. Em 2009, ao levarmos em consideração as atividades de recuperação e plantio realizadas voluntariamente em terras de terceiros e em terras arrendadas, não relacionadas às nossas operações extrativas, superamos a proporção de 1 hectare recuperado/plantado para cada hectare suprimido no mundo, conforme o compromisso assumido no relatório anterior. [Relatório de Sustentabilidade em português e inglês no site www.vale.com].