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Instituto Ethos

Vale abre portas para pesquisadores

Publicado em 31 março 2010

Com o objetivo de fomentar o conhecimento científico, a empresa de mineração Vale criou, no fim de 2008, o Instituto Tecnológico Vale (ITV), que funciona em parceria com entidades de apoio à pesquisa em São Paulo, Minas Gerais e Pará. Desde então, já foram distribuídas 84 bolsas em áreas variadas - não necessariamente ligadas à mineração. Os primeiros projetos, escolhidos em meados de 2009, apresentavam temas diversos, como ciência da computação, biologia, genética, neurociência, engenharia, botânica e física, entre outros.

O próximo passo será a construção de três centros de pesquisa - um em cada Estado participante -, para receber estudiosos de todo o país. Localizado em Ouro Preto, o de Minas Gerais tratará do tema mineração. A unidade de São Paulo desenvolverá assuntos ligados às inovações em energia, em parceria com o centro tecnológico da Vale Soluções em Energia (VSE), em São José dos Campos. No Pará, o centro será na capital, Belém, e se dedicará ao estudo do desenvolvimento sustentável.

Todo esse investimento em desenvolvimento científico tem um objetivo: o ITV pretende se transformar num centro de excelência em pesquisa no Brasil, como o americano Massachusetts Institute of Technology (MIT) é para o mundo. "Claro que para chegar a esse padrão são necessários anos de investimento e dedicação, mas nós já lançamos a primeira semente e estamos muito comprometidos com esse projeto", diz Luiz Mello, diretor do ITV.

Alcançar esse nível de competência demanda investimentos pesados. Da Vale virão R$ 72 milhões e as fundações estaduais de amparo à pesquisa de São Paulo (Fapesp) e de Minas Gerais (Fapemig) entrarão com R$ 20 milhões cada uma, enquanto a do Pará (Fapespa) contribuirá com um aporte de R$ 8 milhões.

Longo prazo

Para a Vale, o ITV oferece a oportunidade de coordenar ações de pesquisa juntamente com a comunidade acadêmica, dando destaque para projetos de longo prazo. Assim, é possível fomentar a produção científica brasileira, o desenvolvimento tecnológico e a difusão de novos conhecimentos, contribuindo para o equilíbrio ambiental e o crescimento socioeconômico sustentável do Brasil.

Como participar

A partir do dia 30 de março, as fundações de amparo à pesquisa dos Estados participantes começarão a receber as propostas dos interessados em participar do programa de bolsas para pesquisas nas áreas de mineração, ecoeficiência, biodiversidade, energia e produtos ferrosos para siderurgia. O prazo para entrega é até 23 de junho.

Além da apresentação de um bom projeto, também serão aceitos temas que possibilitem o desenvolvimento de pesquisas em rede com universidades de outros Estados participantes. "Um de nossos principais objetivos é promover a troca de experiências e o intercâmbio de conhecimento, recursos e infraestrutura entre as instituições", explica Luiz Mello.

No Pará e em Minas Gerais, pode-se preencher um formulário on-line, na plataforma da fundação de amparo à pesquisa local. Para estudantes de São Paulo, é necessário entregar formulário impresso. O financiamento previsto pela Vale e pelas fundações inclui itens de custeio e capital para todas as modalidades de bolsa, como iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

O resultado será divulgado no dia 23 de novembro, no site das três instituições.

Parceria

Para Mário Neto Borges, presidente da Fapemig, ter a Vale como companheira num projeto dessa envergadura ajuda a melhorar a articulação entre o empresariado privado, o meio acadêmico e o governo. "Estamos quebrando paradigmas. O peso do nome da Vale abre portas para que outras empresas se interessem em fazer parcerias", afirma.

Sanclayton Moreira, diretor científico da Fapespa, também demonstra seu apreço às parcerias com a mineradora. "Os desafios de pesquisa são relevantes, tanto para o desenvolvimento tecnológico e industrial como para a acumulação de conhecimento necessário para a aplicação, em diversos campos, pela sociedade brasileira."

Fonte: Agência Vale