O Ministério da Saúde determinou a interrupção temporária da vacinação contra a dengue, que é fabricada pelo Instituto Butantan, em todo o território nacional. Essa decisão, que começou a valer na segunda-feira, dia 08, foi tomada de maneira preventiva após a notificação de eventos adversos graves que estão sob investigação pelas autoridades sanitárias.
Segundo informações do ministério, aproximadamente 500 mil doses já foram administradas desde o início da campanha de vacinação. Dentre essas pessoas vacinadas, foram documentados 42 casos de reações severas que podem estar relacionadas ao imunizante, incluindo duas mortes que ainda são consideradas suspeitas e estão em análise.
Os dados apresentados pelo Ministério indicam que a taxa de reações adversas equivale a cerca de 0,7% do total de indivíduos imunizados. Os casos mais graves, que levaram à suspensão da vacinação, representam cerca de 0,008% dos vacinados.
A vacina desenvolvida pelo Butantan é considerada um feito significativo para a ciência nacional, pois é a primeira vacina contra dengue criada inteiramente no Brasil e também a primeira do mundo aplicada em dose única. A imunização teve início neste ano com foco nos profissionais da saúde.
Com esta suspensão, estados e municípios devem pausar temporariamente a aplicação das doses enquanto as investigações sobre os eventos adversos continuam. O governo federal anunciou que intensificará o monitoramento em todo o país para detectar possíveis novos casos relacionados à vacinação.
As autoridades recomendam que as pessoas que receberam a vacina nos últimos 21 dias fiquem atentas a sintomas como febre, dor abdominal e vômitos, entre outros sinais que possam indicar reações adversas; elas devem procurar atendimento médico se necessário.
Apesar dessa decisão, o Ministério da Saúde enfatizou que essa ação é meramente preventiva e que ainda não há evidências concretas ligando as mortes investigadas à vacina. Além disso, o ministério reafirmou sua confiança na eficácia e segurança do imunizante, conforme demonstrado pelos estudos científicos realizados antes de sua liberação.
Em um comunicado oficial, o Instituto Butantan declarou que irá seguir as diretrizes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apoiando esta pausa temporária na vacinação para permitir uma avaliação mais aprofundada da estratégia utilizada e dos casos em investigação.