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Sociedade Brasileira de Computação

Vacina será produzida em 2007

Publicado em 23 março 2006

Segundo o informe epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado, as vacinas disponíveis atualmente para a influenza não protegem contra a doença causada pela influenza H5N1 em humanos. A meta da Organização Mundial de Saúde é desenvolver o protótipo de uma vacina contra a cepa do H5N1 como preparação para a produção ampliada de vacina para humanos. No Brasil, um esforço nesse sentido vem sendo realizado pelo Instituto Butantan, que já possui amostras do vírus H5N1 e começou as obras de um laboratório que irá produzir vacinas contra a doença a partir de 2007.
"O Butantan será a primeira instituição brasileira a produzir a vacina humana para a influenza aviária. A princípio, serão produzidas vacinas para as outras variantes do vírus que mais circulam em todo o mundo, o H3N2, o H3N1 e o H1N1, que não têm a mesma patogenicidade do H5N1", afirmou em entrevista à Agência FAPESP, o professor Edison Luiz Durigon, titular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP). O governo Federal já liberou R$ 30 milhões para o início das obras de construção do laboratório.
Em fevereiro, o ministro da Saúde José Saraiva Felipe chegou a afirmar que é impossível impedir a chegada da doença ao Brasil, mas que o país tem condições de criar uma vacina eficaz contra o vírus. Pelo acordo firmado entre o governo e o Butantan, o instituto produzirá experimentalmente 20 mil doses de vacinas contra o H5N1, que servirão de estoque estratégico em caso de emergência. "Temos que estar preocupados, apesar de não ser preciso entrar em pânico, pois o H5N1 pode nunca se adaptar ao homem. O que preocupa é o alto grau de letalidade do vírus, além de sua fácil adaptação em células de mamíferos, o que o torna um forte candidato a se tornar pandêmico", avaliou Durigon. (FAPESP)