Imunizante SpiN-TEC é o primeiro totalmente brasileiro e promete proteção ampla, custo reduzido e maior autonomia científica para o Brasil
A primeira vacina contra a Covid-19 desenvolvida integralmente no Brasil, a SpiN-TEC , deve estar disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) no primeiro semestre de 2026. O anúncio foi feito nessa quinta-feira (16/10) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a SpiN-TEC recebeu investimento de R$ 140 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, por meio da RedeVírus. O recurso financiou todas as etapas da pesquisa, desde os testes pré-clínicos até os ensaios clínicos de fase 3, que estão em andamento.
Vacina da UFMG contra a Covid-19 terá insumos produzidos por farmacêutica
“Já vamos dar entrada na Anvisa para a validação dessa vacina. É um orgulho nacional, feita por cientistas brasileiros, com produção e envase também realizados no país”, afirmou a ministra da Ciência, Luciana Santos em entrevista ao programa Bom Dia, Ministra, da EBC.
Conforme o governo federal, a SpiN-TEC se destaca por ser segura, eficaz e mais barata do que as vacinas atualmente disponíveis. Além disso, ela apresenta proteção contra um número maior de variantes da Covid-19 e pode ser armazenada em temperaturas de geladeira comum, fator que reduz custos logísticos e facilita a distribuição pelo SUS.
Nos estudos clínicos realizados em Belo Horizonte, metade dos voluntários recebeu a SpiN-TEC e a outra metade, a Pfizer bivalente. Os resultados mostraram desempenho semelhante ou superior da vacina mineira, sem registro de efeitos adversos significativos.