Imunizante é o QDenga, diferente do produzido pelo Instituto Butantan e que teve a aplicação suspensa no início da semana
Vacina da dengue QDenga, liberada para a faixa etária entre os 10 e 14 anos, é diferente da suspensa pelo Ministério da Saúde nesta semana
A Secretaria de Saúde de Santa Catarina reforçou que a vacina da dengue segue disponível para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, pelo SUS (Sistema Único de Saúde), em todas as cidades do Estado. O imunizante QDenga é diferente da fabricada pelo Butantan, que teve a aplicação suspensa nesta semana pelo Ministério da Saúde.
Em comunicado, a pasta alertou que a vacina da dengue previne contra desfechos graves da doença e orientou os pais e responsáveis a completar o calendário de imunização. A faixa etária é a segunda com mais casos de internações associadas à dengue, atrás apenas dos idosos –que não tiveram a liberação do imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A QDenga é produzida pelo laboratório Takeda e faz parte do PNI (Plano Nacional de Imunizações) desde o final de 2023.
“A vacinação contra a dengue para adolescentes segue conforme as orientações do Ministério da Saúde. A Qdenga é a vacina utilizada atualmente na rede pública para esse público e continua disponível nas unidades de saúde dos municípios”, disse o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, João Augusto Fuck, em nota.
Suspensão temporária da vacina da dengue
Na segunda-feira (8), o Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da vacina da dengue Butantan-DV para investigar três eventos graves, incluindo duas mortes, e 42 reações severas . Não há confirmação de que os casos tenham relação com o imunizante.
A Butantan-DV é a primeira vacina da dengue de dose única e com tecnologia brasileira. Foram aplicadas 500 mil doses até o dia 30 de maio, segundo o ministro Alexandre Padilha.
Santa Catarina distribuiu 36.560 doses do imunizante aos municípios para a vacinação dos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde do SUS. Os eventos adversos registrados no Estado são considerados comuns, compatíveis com as reações já descritas na bula do imunobiológico –como dor e vermelhidão no local, dores nas articulações e cansaço.
Após a suspensão, as doses ficam em redes de frio dos municípios até novas orientações do Ministério da Saúde.