Um estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas indica que a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan é capaz de reduzir a carga viral em pessoas infectadas e diminuir a transmissão da doença. A pesquisa analisou 365 amostras positivas para o vírus da dengue, divididas em dois grupos: indivíduos que receberam a vacina e participantes que receberam placebo. O objetivo foi avaliar a diversidade genética do vírus e comparar o comportamento da infecção entre vacinados e não vacinados. Menor carga viral entre vacinados De acordo com os pesquisadores, os dados mostram que pessoas vacinadas apresentaram menor quantidade do vírus no organismo, o que reduz a chance de transmissão da dengue para o mosquito Aedes aegypti .
Segundo o estudo, a redução da carga viral também pode contribuir para quadros mais leves da doença, diminuindo o risco de complicações e internações. Vacina é de dose única e inédita no mundo A vacina do Instituto Butantan é a primeira vacina contra a dengue de dose única no mundo. O imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de novembro deste ano. A expectativa do Ministério da Saúde é que a vacina passe a ser ofertada na rede pública a partir de 2026, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Inicialmente, a vacina será destinada a pessoas com idade entre 12 e 59 anos, faixa etária considerada prioritária para o controle da doença no país.
Especialistas apontam que a incorporação do imunizante pode representar um avanço significativo no enfrentamento da dengue, especialmente em um cenário de aumento de casos e surtos recorrentes em diversas regiões do Brasil. Importância para a saúde pública Além de proteger o indivíduo vacinado, a redução da carga viral observada no estudo sugere que a vacina pode ter um efeito coletivo, ajudando a diminuir a circulação do vírus e o impacto da dengue como problema de saúde pública. O estudo reforça a relevância do investimento em pesquisa científica nacional e no desenvolvimento de vacinas produzidas no Brasil. Com informações do SBT News