Notícia

Mikami Environmental Blog

USP testa moléculas com potencial de interromper ciclo do novo coronavírus

Publicado em 29 abril 2020

Por adilsoncentury21

The molecules that will be tested have been studied for years by the Medicinal and Biological Chemistry Group at IQSC, but to combat Chagas disease - Photo: Henrique Fontes / IQSC // As moléculas que serão testadas já são estudadas há anos pelo Grupo de Química Medicinal e Biológica do IQSC, mas para o combate à doença de Chagas – Foto: Henrique Fontes/IQSC

USP* tests molecules with the potential to interrupt the new coronavirus cycle

*USP: University Of São Paulo

Hope is to find a molecule that inhibits the virus's enzyme to prevent it from completing RNA formation, a fundamental process in its multiplication

Approximately 500 molecules developed at USP's São Carlos Chemistry Institute (IQSC) will be tested against the new coronavirus starting this month, in São Paulo, at the University's Institute of Biomedical Sciences (ICB), where SARS-CoV-2 is grown in the laboratory. The hypothesis that will be put to the test by IQSC scientists is that these molecules are capable of interrupting the biological cycle of the new coronavirus by inhibiting one of its enzymes: Mpro. If this occurs, it will be possible to prevent the virus from completing the formation of RNA, a fundamental process for its multiplication by the body.

The molecules sent to the capital of São Paulo have been studied for years by the Institute's Medicinal and Biological Chemistry Group (Nequimed), but to combat another disease, Chagas disease. In this case, the substances used by the researchers have shown promising results to inhibit the bioactivity of cruzaine, an enzyme responsible for keeping Trypanosoma cruzi active in the human body, a parasite that causes the disease. Cruzaine, according to the scientists, has structural similarities with Mpro.

The proposal to test molecules created in the IQSC against the new coronavirus generated a research project that has just been awarded with funding from the São Paulo State Research Support Foundation (Fapesp), through the notice “Supplements for Rapid Implementation against covid -19 ”. At work, scientists will also dedicate themselves to the improvement and synthesis of molecules with the potential to cancel the action of enzymes essential for the biological cycle of the new coronavirus. Using artificial intelligence and machine learning techniques, the researchers also intend to study drugs already known or that are in an experimental stage in order to identify the most interesting ones to be tested against SARS-CoV-2.

The proposal generated a research project that has just been awarded by Fapesp - Photo: Pixabay

Mass testing

On March 30, a task force coordinated by the ICB began to carry out in vitro tests with thousands of drugs and substances against the new coronavirus that is grown in the laboratory. In this type of test, cells infected with SARS-CoV-2 are placed in assay plates and each one receives the action of different compounds.

Analyzes are performed in an automated way using high-content screening technology, which allows tens of thousands of drugs to be analyzed simultaneously every week. It is estimated that in five weeks, scientists will already have the results of tests carried out with 2,500 compounds, and from that moment it will be possible to test up to 4,000 substances weekly.

The initiative stands out for the participation of several specialists in different areas of knowledge who are working together for the discovery of antivirals for covid-19. In addition to scientists from IQSC and ICB, the work relies on the work of researchers from the São Carlos Institute of Physics (IFSC) at USP, the Federal University of São Paulo (Unifesp) and the State University of Campinas (Unicamp). Through private initiative, Eurofarma also collaborates with studies and has given ICB its library with about 1,500 drugs.

From IQSC Advisory, with information from Jornal da USP and Fapesp Agency

(Until next Wednesday, May 6, 2020)

* visit our Facebook page / visite a nossa página no Facebook

PARA UM MUNDO MELHOR (509)

USP* testa moléculas com potencial de interromper ciclo do novo coronavírus

*USP: Universidade de São Paulo

Esperança é encontrar molécula que iniba enzima do vírus para evitar que ele complete formação de RNA, processo fundamental em sua multiplicação

Cerca de 500 moléculas desenvolvidas no Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP serão testadas contra o novo coronavírus a partir deste mês, em São Paulo, no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade, onde o SARS-CoV-2 está cultivado em laboratório. A hipótese que será colocada à prova pelos cientistas do IQSC é a de que essas moléculas são capazes de interromper o ciclo biológico do novo coronavírus inibindo uma de suas enzimas: a Mpro. Se isso ocorrer, será possível evitar que o vírus complete a formação de RNA, processo fundamental para sua multiplicação pelo organismo.

As moléculas enviadas à capital paulista são estudadas há anos pelo Grupo de Química Medicinal e Biológica (Nequimed) do instituto, mas para o combate de outra enfermidade, a doença de Chagas. Neste caso, as substâncias utilizadas pelos pesquisadores têm apresentado resultados promissores para inibir a bioatividade da cruzaína, enzima responsável por manter ativo no corpo humano o Trypanosoma cruzi, parasito causador da doença. A cruzaína, segundo os cientistas, possui semelhanças estruturais com a Mpro.

A proposta de testar moléculas criadas no IQSC contra o novo coronavírus gerou um projeto de pesquisa que acaba de ser contemplado com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio do edital “Suplementos de Rápida Implementação contra covid-19”. No trabalho, os cientistas também vão se dedicar ao aprimoramento e síntese de moléculas com potencial para anular a ação de enzimas essenciais para o ciclo biológico do novo coronavírus. Utilizando técnicas de inteligência artificial e aprendizado de máquinas, os pesquisadores pretendem ainda estudar medicamentos já conhecidos ou que estejam em fase experimental a fim de identificar os mais interessantes de serem testados contra o SARS-CoV-2.

A proposta gerou um projeto de pesquisa que acaba de ser contemplado pela Fapesp – Foto: Pixabay

Testagem em massa

No último dia 30 de março, uma força-tarefa coordenada pelo ICB começou a realizar testes in vitro com milhares de fármacos e substâncias contra o novo coronavírus que está cultivado em laboratório. Nesse tipo de teste, células infectadas pelo SARS-CoV-2 são colocadas em placas de ensaio e cada uma delas recebe a ação de diferentes compostos.

As análises são feitas de modo automatizado com o uso da tecnologia de triagem de alto conteúdo, que permite analisar, simultaneamente, dezenas de milhares de fármacos todas as semanas. Estima-se que em cinco semanas os cientistas já terão os resultados dos testes realizados com 2.500 compostos, e a partir desse momento será possível testar até 4 mil substâncias semanalmente.

A iniciativa se destaca pela participação de diversos especialistas em diferentes áreas de conhecimento que estão trabalhando juntos para a descoberta de antivirais para a covid-19. Além de cientistas do IQSC e do ICB, o trabalho conta com a atuação de pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Pela iniciativa privada, a Eurofarma também colabora com os estudos e cedeu ao ICB sua biblioteca com cerca de 1.500 fármacos.

Da Assessoria do IQSC, com informações do Jornal da USP e da Agência Fapesp

(Até a próxima Quarta-Feira, 6 de Maio, 2020)

(Foto: )

(Foto: )

(Foto: )

(Foto: )