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Jornal Primeira Página

USP sobe 54 posições em ranking mundial

Publicado em 16 outubro 2011

A USP foi classificada entre as 200 melhores universidades do mundo, segundo o ranking do Times Higher Education, divulgado no dia 5 de outubro. A USP ficou na 178a posição, representando aumento de 54 posições em relação ao ano passado. A USP é a única universidade brasileira e latino-americana a figurar na classificação. Desde que o ranking foi criado, em 2004, não é a primeira vez que a Universidade fica na lista das 200 melhores do mundo: em 2005, ocupou a 196a posição; em 2007, a 175a e, em 2008, a 196a classificação.

"A melhora significativa da USP em termos de posicionamento global e regional comprova que a grande maioria dos professores, funcionários técnico-administrativos e alunos está no caminho certo: preocupação crescente com a qualidade do ensino, pesquisa e extensão dos serviços à comunidade; interdisciplinaridade; coesão; e ênfase na internacionalização" destaca o reitor da USP, João Grandino Rodas, com uma ressalva: "Sentimento do dever cumprido, sim! Soberba ou orgulho desmesurado, não! Resta ainda muito a ser alcançado" acrescenta.

O ranking britânico do Times Higher Education é um dos mais importantes  rankings mundiais de universidades, desenvolvido em conjunto com a base de dados da Thomson Reuters. A avaliação é feita a partir de 13 indicadores, de acordo com cinco categorias - ambiente de ensino, inovação, internacionalização, pesquisa (volume, investimento e reputação) e citações (influência da pesquisa). De acordo com a publicação, foi a melhoria nestes dois últimos indicadores que contribuíram para o avanço significativo da USP na classificação deste ano.

"A USP é hoje responsável por 22% da produção científica do país. Contribuem para isso os recursos orçamentários do Governo de São Paulo para as universidades públicas paulistas, o apoio financeiro da FAPESP e de outras agências de fomento, a adoção de políticas afins voltadas para a valorização do mérito na progressão docente, a atenção permanente com a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação e a contrapartida das universidades aos projetos acadêmicos, com recursos próprios" avalia o pró-reitor de Pesquisa, Marco Antonio Zago.

Segundo ele, "o resultado consolida a posição de liderança da USP na América Latina, colocando-a ainda à frente das universidades de países europeus com importante tradição acadêmica, como Espanha e Itália"