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USP sediará centro de pesquisas para inovação em gás natural

Publicado em 03 dezembro 2015

A Fapesp e a BG Brasil, empresa do BG Group, vão criar o Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural, com sede na Universidade de São Paulo (USP). O Centro de classe mundial se dedicará à investigação sobre o uso atual e futuro do gás natural para aumentar a sua participação na matriz energética e mitigar as emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas.

O Centro terá sede na Escola Politécnica da USP e será coordenado por Julio Meneghini, professor da Poli/USP, e por Alexandre Breda, gerente de Projetos Ambientais do BG Group. A proposta da Poli/USP foi selecionada no âmbito de chamada conjunta da Fapesp e BG Brasil.

O investimento da Fapesp será de R$ 27 milhões e da BG Brasil, R$ 30 milhões. Cabe à USP uma contrapartida na forma de apoio institucional e administrativo aos pesquisadores envolvidos.

"O aumento da competividade do Estado de São Paulo e da BG Brasil no âmbito global é o principal objetivo da criação do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural. O Centro contribuirá para tornar a matriz energética brasileira, em particular a paulista, ainda mais alinhada às políticas que propiciem uma substancial diminuição das emissões de gases de efeito estufa", diz Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.

"A iniciativa foi desenvolvida em conjunto com a Fapesp para gerar inovação e pensar o uso atual e futuro do gás natural. Trata-se de um importante legado da BG Brasil para a academia e a indústria brasileiras, sendo este o primeiro centro dedicado à pesquisa e inovação em gás natural na América Latina e Caribe", afirma Nelson Silva, CEO da BG América do Sul.

Orientado por três linhas complementares de pesquisa - Engenharia, Físico-Química e Política Energética e Economia -, o Centro vai investigar a geração de energia com baixa emissão de carbono, o uso de gás natural como combustível para navios, a prevenção de emissões fugitivas de gás metano, a combustão avançada de gás natural, célula a combustível, a conversão de gás natural em matérias-primas para a indústria química, o desenvolvimento de uma cadeia de fornecimento de gás natural para áreas remotas, entre outros.

"Nossas linhas de pesquisa serão voltadas para o transporte e para o uso do gás, além da prospecção de novos insumos a partir dele", adiantou Meneghini. Os projetos poderão, por exemplo, investigar especificamente processos de reforma do gás natural para produção de hidrogênio ou desenvolver células a combustível com alta eficiência energética e baixíssima emissão de CO2, ele acrescentou.

As pesquisas serão conduzidas em parceria entre pesquisadores da Poli, dos institutos de Energia e Ambiente (IEE) e de Química (IQ) de São Carlos, e da Faculdade de Direito, todos da USP, e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e engenheiros da BG Brasil.

O Centro de Pesquisa para Inovação em Gás também irá interagir com o Sustainable Gas Institute (SGI), uma parceria entre BG Group e Imperial College London, por meio de intercâmbio entre pesquisadores e estudantes, compartilhamento de informações e os resultados das pesquisas, além da promoção de seminários, conferências e workshops.