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USP São Carlos realiza testes de táxi autônomo

Publicado em 24 agosto 2015

Por Beatriz Peixoto

São Paulo - Um grupo de estudos da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos está testando um novo modelo de transporte. Com algumas modificações, um carro de modelo popular se tornou autônomo, uma tendência cada vez mais forte no meio científico.

"A indústria automotiva e empresas investem muito nessa área. É só uma questão de tempo para que essa tecnologia ganhe aceitação comercial e faça parte do dia a dia das pessoas", afirma o professor Denis Wolf, coordenador do projeto.

O carro passou por duas etapas de adaptações. A primeira, mecânica e elétrica, para direcionar o volante. A segunda, a implantação do GPS e dos sensores, que detectam objetos e barreiras no meio do caminho.

"O maior desafio desse projeto é a inteligência dele. Como configurar o computador para funcionar na situação ambiente, planejar o grau que a curva deve ser feita e a força para o sistema pressionar o pedal", diz Wolf.

O carro é composto por dois computadores, sensor a laser, câmeras e GPS. O veículo percorre com velocidade máxima de 40 quilômetros por hora. Mantém distância segura de outros veículos e identifica os semáforos do caminho, respeitando os sinais.

Para se direcionar, o veículo utiliza o chamado mapa métrico - mapeamento do ambiente por onde irá circular. Esse sistema se baseia em características específicas das vias urbanas.

Isso evita falhas e imprecisão dos sensores GPS. Mesmo o sistema mais sofisticado está sujeito a erros, principalmente em ruas urbanas. A presença de prédios altos e árvores, por exemplo, pode causar erros significativos na posição do automóvel e também tornar o sensor indisponível por alguns instantes, impedindo a correção de uma rota.

O projeto Carro Robótico Inteligente para Navegação Autônoma (Carina) tem apoio da Fapesp e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Serviço

O próximo passo do projeto é colocar o carro em funcionamento e fazer dele um serviço de táxi dentro do campus. O pedido poderá ser feito através de um aplicativo para smartphone. "Queremos tornar o carro acessível para descobrir qual será a reação das pessoas, se elas vão se sentir seguras e confortáveis", diz Wolf.

A equipe de estudo está terminando a fase de testes e ajustes finais. Uma demonstração pública do serviço de táxi autônomo deve ser apresentada em outubro.

A partir desse projeto, os pesquisadores também pretendem desenvolver um sistema de auxílio aos motoristas que irá emitir alerta em situações de risco.