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Agência USP de Notícias

USP, IPT e Villares se unem para melhorar qualidade do aço

Publicado em 12 abril 2000

A Universidade de São Paulo uniu-se ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e à Aços Villares S/A num projeto que objetiva desenvolver uma nova série de cilindros de laminação, mais resistentes e eficazes, utilizados na indústria siderúrgica para a conformação de chapas. O projeto Desenvolvimento da Produção de Cilindros de Aço Rápido para Laminação de Tiras a Quente, iniciado em 1997, tem seu término previsto para o final deste ano. Até lá, segundo Amilton Sinatora, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP, que coordena o projeto, os pesquisadores têm a intenção de obter indicativos seguros em testes de campo. O Brasil é um dos poucos países que fabricam cilindros de laminação para consumo próprio e para exportação. Contudo, nos últimos dez anos, já enfrenta a concorrência de países como o Japão, Estados Unidos, Canadá e da Europa. Os cilindros de laminação recebem chapas com temperaturas superiores a 1.000°C, deformando-as de acordo com a necessidade de espessura. São vários tipos de cilindros de laminação existentes e os envolvidos no projeto são os chamados cilindros de trabalho para laminadores de tiras (de aço) a quente. A Villares é a maior fabricante nacional do produto. Os cilindros que vêm sendo testados no projeto são produzidos com aço do tipo rápido, uma categoria mais resistente, por exemplo, que o aço carbono e o aço inoxidável, que possibilita a permanência da qualidade da chapa, em níveis adequados, por um maior espaço de tempo. Sinatora explica que todos os aços têm como base o ferro e o carbono, ao qual são adicionados elementos químicos como cromo e manganês, de acordo com a necessidade do produto final. O aço rápido possui carbonetos - compostos de carbono com outros elementos químicos - finamente dispersos na liga, o que determina mais resistência ao desgaste abrasivo que ocorre durante a laminação. "Os cilindros da geração anterior, produzidos com ferro fundido branco de alto-cromo, têm carbonetos menos duros, maiores e mais concentrados em determinadas regiões do material", descreve. Nos cilindros de aço rápido a oxidação é menor do que a sofrida pelos cilindros de ferro fundido e, no conjunto, as propriedades da nova geração permitem que eles permaneçam em atividade por até três vezes mais do que seus antecessores. Mais informações: (0XX11) 818-5342, com o professor Amilton Sinatora; E-mail: sinatora@usp.br.