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Diário da Tarde

USP inova com resíduos siderúrgicos

Publicado em 30 março 2000

Os resíduos da produção de ferro-gusa em siderúrgicas agora podem deixar de contaminar o meio ambiente para ganhar aplicações mais nobres. Misturados à fibra de vidro, transformam-se em painéis leves pré-moldados para paredes internas ou externas, utilizadas na construção civil. A mistura de escória siderúrgica com a fibra de vidro foi obtida após três anos de pesquisas na Politécnica da Universidade de São Paulo, USP (http://www.pcc.usp.br), por uma equipe de dois pesquisadores, três: doutorandos e um mestrando, liderada por Vahan Agopyan e Vanderley Moacyr John. O projeto de pesquisa é uma parceria entre a USP, a Companhia Siderúrgica de Ilibarão e a Owens Corning, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos, FINEP (http://www.finep.gov.br), e da Fundação Estado de São Paulo, FAPESP (http://www.fapesp.br). VANTAGENS "Como uso de sulfatos e tratamentos térmicos, que funcionam como ativadores, conseguimos obter uma; mistura de escória não agressiva à fibra de vidro e, assim, produzir um material mais resistente e moldável conforme o uso", explica Agopyan. A escória misturada ao cimento comum já é usada, em alguns casos. Mas esta nova tecnologia dispensa o cimento comum, que era incompatível com a fibra de vidro. O novo material aumenta o índice de reaproveitamento da escória e diminui o custo e o consumo de energia, além de aumentar as possibilidades de design de fechadas e divisórias, permitir o uso de isolantes térmicos e de pigmentos que dispensam a renovação da pintura. O nome do novo material é E-GRS, sigla, em inglês, de Cimentos de Escória Reforçados com Fibra de Vidro. A pesquisa, agora, está em fase de estudos de mercado. Maiores informações na homepage E-GRS (http://www.pcc.usp.br/pesquisa/grs), pelo email agopyan@pcc.usp.br ou o telefone (0-11) 8185223.(AE)