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Jornal da Tarde online

USP estuda criança nascida entre abril e agosto de 1994

Publicado em 27 abril 2005

O objetivo é avaliar o desenvolvimento físico e comportamental e estabelecer medidas preventivasUm grupo de pesquisadores, professores e profissionais da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP está estudando a saúde de crianças nascidas no município entre 25 de abril e 25 de agosto de 1994 - para as que nasceram na Santa Casa, o período válido é para as nascidas entre 25 de junho e 25 de outubro do mesmo ano. O objetivo é avaliar o desenvolvimento físico e comportamental dessas crianças e estabelecer medidas preventivas de possíveis males que possam afetar a população.
Para concluir a pesquisa são necessárias 900 crianças (quase 700 já foram examinadas). Com o resultado, que ficará pronto no começo de 2006, será possível comparar os dados com o levantamento feito com os nascidos entre maio de 1978 e junho de 1979.
Nessa avaliação, coordenada por Marco Antonio Barbieri, do Departamento de Pediatria, constam dados sobre a saúde da família e da criança. No exame clínico, que dura cerca de três horas, uma equipe multidisciplinar avalia o crescimento, o peso, a pressão arterial e a capacidade respiratória de cada criança. O resultado é fornecido apenas aos pais ou responsáveis.
Uma equipe de psicólogos também avalia o desenvolvimento comportamental e afetivo das crianças.
O estudo, coordenado por Barbieri, é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os resultados serão comparados com os dos nascidos entre 1978 e 1979, quando 98% das crianças nascidas foram analisadas e, na vida adulta, ainda continuam fazendo exames periódicos com os pesquisadores.
Os bebês nascidos em 1994 (cerca de 2,8 mil) foram pesados e medidos e um questionário também detalhou os dados sociais de suas famílias. "Vamos analisar como estão se comportando na escola e outros detalhes", diz Barbieri, acrescentando que esses resultados também serão comparados com os dos bebês nascidos em 1997, em São Luis, no Maranhão, que tem estudo coordenado pelo pediatra Augusto Moura da Silva.