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USP de Ribeirão usa supercomputador contra a dengue

Publicado em 06 dezembro 2010

Um supercomputador capaz de realizar quase um trilhão de cálculos por segundo é a principal arma de cientistas da USP de Ribeirão Preto que buscam um modo de contra-atacar a dengue.

Com o equipamento, eles tentam desvendar a estrutura da proteína E, responsável por ligar o vírus da doença à membrana das células humanas, e apontar uma forma de inibir sua atividade. A proteína é uma das dez diretamente envolvidas na fase inicial do processo de infecção pelos vários tipos de dengue.

De acordo com o coordenador da pesquisa, o professor Léo Degrève, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, a função do supercomputador é realizar cálculos que possam dar a exata dimensão, formação e estrutura da proteína.

Mesmo com o aparelho, segundo Degrève, é possível que sejam necessários quatro anos para caracterizar a proteína e sua estrutura.

No grupo, formado por 16 pesquisadores, há farmacêuticos que são responsáveis por identificar alguma substância capaz de interromper a contaminação.

"A descoberta das funções da proteína é um passo imprescindível para impedir a formação de novas partículas virais", disse o pesquisador. O supercomputador financiado pela Fapesp foi importado dos Estados Unidos ao custo de R$ 600 mil.

Ele possui capacidade de armazenamento de dados de 17 Tb, 472 Gb de memória RAM, 228 processadores e duas unidades GPU-GP de 448 processadores gráficos.

(Folha de S.Paulo)