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USP cria centro de pesquisa na área de inteligência artificial

Publicado em 07 outubro 2019

Por Editor Prima Estúdio

A USP irá contar com um novo centro dedicado para o desenvolvimento de estudos na área de inteligência artificial. O projeto, que nasceu a partir de uma proposta elaborada pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP), foi selecionado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela empresa IBM e receberá recursos da ordem de US$ 1 milhão anuais durante um período máximo de dez anos.

O centro funcionará no prédio do InovaUSP, na Cidade Universitária, em São Paulo, e está voltado para o desenvolvimento de pesquisas sobre algoritmos e sistemas de inteligência artificial, com foco em recursos naturais, saúde, agronegócio, ambiente e setor financeiro.

Mais de 60 pesquisadores de 14 unidades da USP estarão envolvidos no projeto, que será coordenado pelo professor da Escola Politécnica (Poli), Fabio Gagliardi Cozman. O início das atividades está previsto para o princípio de 2020.

“Este é um ponto de partida para criarmos um grande centro na área de inteligência artificial. Estamos no mundo do conhecimento, das grandes informações, dos grandes dados, do qual a Universidade não pode ficar de fora”, afirma o pró-reitor de Pesquisa, Sylvio Roberto Accioly Canuto.

O novo núcleo deverá desenvolver pesquisas básicas e aplicadas, além de estratégias de transferência da tecnologia para a sociedade. Também estão previstos estudos sobre as implicações socioeconômicas da inteligência artificial na sociedade, contribuindo para debates que envolvam questões sobre ética, relação, privacidade e trabalho.

Área estratégica

Canuto explica que a proposta apresentada à Fapesp e à IBM teve origem em um projeto desenvolvido no âmbito da PRP. Em outubro do ano passado, a Pró-Reitoria lançou um edital para o financiamento de pesquisas realizadas por unidades, museus e institutos especializados relacionadas a essa área, que recebeu 112 inscrições.

Foram selecionados 43 trabalhos que fazem uso de sistemas digitais inteligentes (com recursos de inteligência artificial ou aprendizado de máquina) sobre políticas de saúde, medicina de precisão, cidades inteligentes, sistemas econômico-financeiros, ética e sociedade, mobilidade, modelagem molecular, planejamento de fármacos, energias renováveis, avaliação de dados gerais (incluindo dados científicos), entre outros. A PRP investiu, nesse programa, recursos da ordem de R$ 1,5 milhão.

“A USP se insere fortemente nessa área que é fundamental e estratégica para o futuro de qualquer país. Para nossa surpresa, o número de projetos inscritos no edital foi muito superior ao esperado, o que demonstra o grande potencial da Universidade”, comemora o pró-reitor.