Notícia

AlcidesFaria

Uso racional da energia investimentos para o futuro com resultados no presente

Publicado em 30 outubro 2018

Por Alcides Faria

Energia elétrica é insumo fundamental e oneroso - na indústria do petróleo e em toda a produção química e petroquímica. Aprimorar indicadores de custos, via melhorias na gestão, não é suficiente. O caminho passa por investimentos maciços, na busca de opções, de fontes renováveis e/ou alternativas, e de tecnologias capazes de reduzir os custos e de garantir o futuro: afinal, pesquisas mostram números impactantes, que sinalizam, para o ano de 2060, demanda global de energia provavelmente 60% maior do que hoje, com 2 bilhões de veículos em circulação no mundo, contra a frota atual de 800 milhões.

A Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), ao prever, para 2050, a população do planeta na casa dos 9 bilhões de habitantes, estima que, para eficiência do uso dos recursos naturais - principalmente a água, energia e terra - será necessário 60% a mais de comida, 50% a mais de energia e 40% a mais de água. Nesse sentido, a Divisão de Pesquisa e Tecnologia de Novas Energias da Shell trabalha com a possibilidade de que, em 2050, a população mundial será composta, aproximadamente, de 10 bilhões de pessoas, das quais 50% deverão morar em cidades.

Qualquer que seja o cenário, o esforço global está direcionado a prover energia cada vez mais limpa, e vem conduzindo a pesquisas que impactam diretamente no conceito do uso racional de energia na indústria petroquímica.

Várias iniciativas vêm sendo registradas. Entre as mais recentemente divulgadas, está a criação do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE), resultante da união entre a Shell Brasil, a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), as universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e de São Paulo (USP), e o Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares).