Notícia

CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Uso de bactérias e material orgânico pode aumentar a produtividade da cana-de-açúcar

Publicado em 05 março 2020

Por Adriana Borges

Uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP) por bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concluiu que a adição de composto e bactérias no solo resultou em um acréscimo de 20 toneladas por hectare no cultivo da cana-de-açúcar. A união dessas técnicas é considerada uma estratégia ecologicamente sustentável, pois com o uso dos microrganismos e da compostagem consegue-se ganhos biológicos abaixo do solo, além de diminuir o uso de fertilizante fosfatado, representando ganho econômico.

"A fonte da maior parte dos fertilizantes fosfatados é de origem não renovável, ou seja, pode acabar, então nossa estratégia foi usarmos bactérias capazes de disponibilizar o fósforo e uma fonte de energia (o composto) para estimular a microbiota presente no solo e assim diminuirmos o uso de insumos fosfatados sintéticos", disse Antonio Marcos Miranda Silva, integrante deste projeto, ex-bolsista de Mestrado do CNPq atual bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) no Doutorado.

Segundo o pesquisador, apenas com o uso do composto, sem a adição de bactérias, foi possível aumentar a produtividade em condições de campo. "Com o fertilizante fosfatado rotineiramente utilizado (superfosfato triplo), obtivemos 145 toneladas por hectare de cana-de-açúcar, adicionando somente o composto, a produtividade foi para 155 toneladas por hectare, ou seja, ganhamos 10. Por fim, quando adicionamos composto e bactérias, a produtividade saltou para 165 toneladas por hectare, no primeiro ano de cultivo", detalhou Antonio Marcos.

O estudo foi desenvolvido sob a orientação da professora Elke Cardoso, do Departamento de Ciência do Solo e bolsista de Produtividade em Pesquisa (PQ) do CNPq. Participaram, ainda, das pesquisas, os professores Godofredo Cesar Vitti e Rafael Otto, também bolsista PQ do CNPq; além dos pesquisadores Germán Estrada-Bonilla e Cintia Masuco Lopes, que atuou no projeto como bolsista de Doutorado do CNPq. Além do CNPq, o projeto foi financiando, também, pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Etapas

A pesquisa seguiu por etapas como isolar bactérias da rizosfera da cana-de-açúcar, região de solo que circunda a raiz da planta, montar o experimento em casa de vegetação e inocular as bactérias e o composto já obtido da compostagem. Com os bons resultados em condições controladas, os pesquisadores realizaram o experimento em campo e observaram o aumento de produtividade.

O pesquisador explica que, durante o processo de obtenção do açúcar, gera-se naturalmente resíduos chamados de torta de filtro e cinzas de caldeira, que já são utilizados como forma de matéria orgânica nos cultivos de cana-de-açúcar. "Ao contrário do que é tradicionalmente feito, os subprodutos foram submetidos a um processo de compostagem e foi monitorada periodicamente por German Estrada-Bonilla em sua tese de doutorado. A compostagem é uma técnica milenar e torna os nutrientes mais disponíveis, tanto para os microrganismos quanto para as plantas", disse.

"Deixamos de aplicar um fertilizante que é não renovável, e adotamos uma estratégia ecológica, que é a inoculação de bactérias junto com seu alimento. As bactérias já temos no solo e o alimento já é gerado durante o processo de industrialização da cana, ou seja, temos um viés totalmente sustentável e que pode ser aplicado em condições reais", finalizou Antonio Marcos.

Divulgação

O estudo foi submetido em revistas científicas de elevado fator de impacto e também divulgado em vídeo no canal Agro Eco Ciência no Youtube, que publica produções sobre pesquisas em agroecologia. Confira: https://www.youtube.com/watch?v=x_o9fd553gI&t=2s.

Fonte: ESALQ/USP

Qua, 05 Fev 2020 18:41:00 -0300

Chamada CNPq/AWS - últimas semanas

Coordenação de Comunicação Social do CNPq

Qua, 05 Fev 2020 18:41:00 -0300

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Amazon Web Service (AWS) lançam a Chamada CNPq/AWS Nº 032/2019 - Acesso às Plataformas de Computação em Nuvem da AWS (Cloud Credits for Research). A iniciativa é fruto do acordo assinado entre as duas instituições, em outubro de 2019 para oferecer a pesquisadores brasileiros a oportunidade de utilizar créditos promocionais da AWS em projetos científicos em diversas áreas que utilizam serviços de computação em nuvem. A iniciativa faz parte do Programa AWS Cloud Credits for Research, conectando a AWS ao CNPq como parte do compromisso e investimento em educação e desenvolvimento tecnológico que a empresa realiza no país.

QUEM PODE PARTICIPAR?

Para apresentar a proposta é preciso:

Possuir o título de Doutor Ser coordenador do projeto Ter vínculo com a instituição de execução da proposta Ter currículo na Plataforma Lattes atualizado

COMO DEVE SER A PROPOSTA?

Os projetos de pesquisa devem seguir as seguintes linhas temáticas:

a) Linha Temática 01 - Tecnologia Aeroespacial;

b) Linha Temática 02 - Energias Renováveis;

c) Linha Temática 03 - Transformação Digital;

d) Linha Temática 04 - Biodiversidade;

e) Linha Temática 05 - Biotecnologia; e

f) Linha Temática 06 - Mineração e Segurança de Barragens.

Além disso, as propostas precisam ser estruturadas no modelo apresentado no anexo da Chamada, descrevendo, entre outros itens, os serviços nas plataformas da AWS e demais serviços virtuais da AWS (disponíveis em https://aws.amazon.com/pt/products/) a serem utilizados no projeto de pesquisa e qual é o valor previsto de acordo com o simulador visto na AWS em https://calculator.s3.amazonaws.com/index.html

QUAIS BENEFÍCIOS OS PROJETOS SELECIONADOS RECEBERÃO?

Os projetos contemplados receberão créditos promocionais da AWS para acesso e utilização das plataformas disponibilizadas na forma de computação em nuvem, incluindo a transmissão, recepção e segurança de dados inerentes aos serviços prestados pela AWS.

Esses créditos serão oferecidos por meio de "Voucher" no limite de US$ 15.000,00 (quinze mil dólares americanos) para cada projeto, a serem utilizados por um período de até 12 meses corridos a partir da data de aprovação do projeto.

Ao todo, a chamada prevê recursos no valor global de US$ 400.000,00 (quatrocentos mil dólares americanos), oriundos do orçamento da AWS.

ATÉ QUANDO A PROPOSTA PODE SER SUBMETIDA?

O Prazo para a submissão da Chamada é até o dia 29 de fevereiro de 2020.

COMO POSSO TER MAIS INFORMAÇÕES?

Para mais informações sobre a Chamada, acesse aqui.

Se ainda houver dúvidas, entre em contato com a Central de Atendimento do CNPq, disponível pelo telefone +55 61 3211-4000, das 08:00 às 20:00, por meio do e-mail atendimento@cnpq.br ou do formulário http://cnpq.br/web/guest/central-de-atendimento.

Sex, 24 Jan 2020 17:09:00 -0300

Prêmio José Reis de Divulgação Científica

Coordenação de Comunicação Social do CNPq

Sex, 24 Jan 2020 17:09:00 -0300

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lança, nesta sexta-feira, 24, o 40º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica. A edição deste ano contempla a categoria "Jornalista em Ciência e Tecnologia". Podem concorrer jornalistas profissionais que atuem na difusão da Ciência, da Tecnologia e da Inovação nos meios de comunicação de massa. As inscrições podem ser feitas até o dia 24 de Abril de 2020.

Destinado às iniciativas que contribuam significativamente para tornar a Ciência, a Tecnologia e a Inovação conhecidas do grande público, o prêmio é concedido anualmente desde 1978. Para participar, o candidato deve encaminhar, pelo correio, a ficha de inscrição preenchida, disponível no site do Prêmio (http://premios.cnpq.br/web/pjr), currículo atualizado em 2020 na Plataforma Lattes (http://lattes.cnpq.br), justificativa que evidencie significativa contribuição à divulgação e popularização científica, tecnológica, inovação e seus avanços; e trabalhos que comprovem sua atuação.

O vencedor ganha R$ 20 mil em dinheiro e diploma, além de participar da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em julho deste ano, onde o agraciado ministrará conferência sobre o conjunto dos seus trabalhos. O escolhido será anunciado em maio, após reunião da Comissão Julgadora.

Informações completas, no regulamento do prêmio.

O Prêmio

O Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica é individual e é atribuído em um sistema de rodízio a uma das três categorias: "Jornalista em Ciência e Tecnologia", "Instituição ou Veículo de Comunicação" e "Pesquisador e Escritor".

A sua criação, em 1978, representa uma homenagem ao médico, pesquisador, jornalista e educador, José Reis. Ele nasceu no Rio de Janeiro e morreu em São Paulo, no dia 16 de maio de 2002, aos 94 anos de idade.

A diversidade dos vencedores - entre os quais veículos de comunicação, instituições de pesquisa, equipes de programas de televisão, além de pesquisadores e seus trabalhos individuais - comprova a importância do Prêmio José Reis ao motivar a criação dos mais diferentes mecanismos de divulgação científica e tecnológica.

Para saber mais acesse www.premiojosereis.cnpq.br ou envie uma mensagem para pjr@cnpq.br

Ter, 21 Jan 2020 16:06:00 -0300

Nota de Pesar: Prof. Rolf Weber

Coordenação de Comunicação Social do CNPq

Ter, 21 Jan 2020 16:06:00 -0300

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Com pesar, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) informa o falecimento do Prof. Dr. Rolf Roland Weber na última sexta-feira, 17/01. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq por muitos anos e Professor Emérito da Universidade de São Paulo (USP), o Prof. Rolf foi um dos pioneiros da área de química dos oceanos no Brasil. Foi, ainda, membro do Comitê Assessor de Oceanografia do CNPq e Diretor do Instituto Oceanográfico da USP (IOUSP).

Bacharel e licenciado em Química na USP, onde também realizou Mestrado em Química Orgânica e Doutorado em Química Analítica, era especialista em Química da Poluição Marinha pela Universidade de Liverpool. Seu Pós-Doutorado foi realizado nos anos de 1988-1989 em Kiel, Alemanha, no Instituto de Ciências Marinhas e no Laboratório Internacional de Radioatividade Marinha-UNESCO Mônaco em 1989.

Ingressou no Instituto Oceanográfico em 1971, como estagiário, e, em 1976, passou a atuar profissionalmente como Químico no Laboratório de Oceanografia Química. Em 1981, foi contratado como docente do Instituto até sua aposentadoria em 2016. No IOUSP, exerceu vários cargos administrativos, incluindo o cargo de Diretor do Instituto entre 1997 e 2001, duas vezes vice-diretor e também Chefe do Departamento de Oceanografia Física do IOUSP. Além disso, foi Diretor do Museu de Ciências da USP entre 2002 e 2004.

Por iniciativa do Prof. Rolf Weber, foi criada a linha de pesquisa em Oceanografia Química dentro do Programa de Oceanografia Física do IOUSP, que mais tarde se tornaria o Programa de Pós Graduação em Oceanografia Química e Geológica.

Weber sempre foi grande referência nacional na área de Oceanografia Química, publicou mais de 40 trabalhos, em revistas indexadas, com intensa participação de seus orientados. Ressalta-se sua participação no Projeto FAPESP de Equipamentos Multi Usuários: aquisição de barco para pesquisa oceanográfica e teve papel fundamental na aquisição do barco de pesquisa Alpha Delphini, inaugurado em 2013.

Sex, 17 Jan 2020 11:46:00 -0300

Fiocruz lança Concurso para meninas do DF

Coordenação de Comunicação Social do CNPq

Sex, 17 Jan 2020 11:46:00 -0300

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Vencedora ganhará uma viagem para o Rio de Janeiro, e terá a oportunidade de conhecer a Fiocruz, mais destacada instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina. Inscrições podem ser feitas até 25 de janeiro

Que tal aproveitar o tempo das férias escolares para concorrer a uma viagem ao Rio de Janeiro e conhecer a Fundação Oswaldo Cruz, a mais destacada instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, que este ano completa 120 anos? As jovens estudantes do Distrito Federal ou Entorno terão essa oportunidade. A Fiocruz Brasília lança, nesta quarta-feira (15/1), o Concurso de Ilustrações "A Ciência da vida: Minha vida é na ciência".

O Concurso, voltado para meninas estudantes entre 12 e 15 anos, de escolas públicas ou particulares, é parte das atividades da Fiocruz Brasília alusivas às comemorações do Dia Internacional das Mulheres na Ciência em 11 de fevereiro, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU). Para participar, as estudantes devem criar uma ilustração e elaborar um texto escrito (entre 10 e 20 linhas) sobre o tema: "Ser uma cientista é..." As inscrições, gratuitas, estão abertas e podem ser feitas até o dia 25 de janeiro. Confira o regulamento.

A iniciativa tem como objetivo incentivar, divulgar e promover a reflexão sobre o tema Mais Meninas e Mulheres na Ciência, além de expor, em uma Mostra de Ilustrações, a visão das estudantes sobre a mulher cientista, por meio das ilustrações e dos relatos em formato de texto escrito.

O resultado será divulgado no dia 11 de fevereiro, durante o 1º Seminário #Mais Meninas na Fiocruz Brasília. Neste dia, a instituição estará de portas abertas para receber as meninas da comunidade escolar do DF e proporcionar a troca de vivências entre estudantes das escolas públicas do Distrito Federal e as cientistas da Fiocruz Brasília.

Dar visibilidade ao tema "Mulheres e Meninas na Ciência" e propor uma reflexão sobre o contexto da ciência no Brasil é um dos objetivos do evento, que propõe ainda a discussão e reflexões sobre a inserção das jovens e mulheres na ciência a partir da trajetória das pesquisadoras da Fiocruz e convidadas. O seminário é gratuito e será certificado pela Escola Fiocruz de Governo da Fiocruz Brasília (EFG).

Seminário

A primeira edição do Seminário #Mais Meninas na Fiocruz Brasília incluirá a Mostra de Ilustrações com o tema "A Ciência da vida: Minha vida é na ciência". Outras informações sobre formulário de inscrições e condições para participação estão disponíveis no regulamento. Acesse aqui

Para outras informações: maismeninasnaciencia@fiocruz.br

Sex, 10 Jan 2020 18:28:00 -0300

Ferramenta desenvolvida por grupo de pesquisa brasileiro permite mapeamento da linha de costa de regiões litorâneas

Um grupo de pesquisadores brasileiros está desenvolvendo ferramenta para mapeamento e análise de variação da linha de costa, um indicador amplamente utilizado em zonas costeiras que possibilita o planejamento adequado face à ocupação do litoral. A ferramenta, o CASSIE, é resultado do projeto Baysqueeze, apoiado pelo CNPq, que conta com pesquisadores da UFSC, UNIVALI, e FURG.

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Sex, 10 Jan 2020 18:28:00 -0300

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Um grupo de pesquisadores brasileiros está desenvolvendo ferramenta para mapeamento e análise de variação da linha de costa, um indicador amplamente utilizado em zonas costeiras que possibilita o planejamento adequado face à ocupação do litoral. A ferramenta, o CASSIE (Coastal Analysis via Satellite Imagery Engine), é resultado do projeto Baysqueeze, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que conta com pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), e Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

A ferramenta é um aplicativo web (https://cassie-stable.herokuapp.com/), código aberto (open source) e de acesso livre, que permite o mapeamento automático da posição da linha de costa (limite entre o mar e a terra) e sua análise para qualquer região do planeta. Assim, o CASSIE oferece a possibilidade do desenvolvimento de estudos que visem uma análise histórica da tendência evolutiva da linha de costa em qualquer região do litoral Brasileiro.

Segundo o professor da UFSC e bolsista PQ do CNPq, Antonio Henrique da Fontoura Klein, e um dos pesquisadores do projeto, a posição da linha costa não é constante no tempo e no espaço. Ela varia em função do aporte de sedimentos (exemplo: dos Rios, etc) e dos processos costeiros (ondas, marés) e pode migrar em direção ao mar (chegando mais sedimento do que saindo do sistema), pode ficar estabilizada (tudo que entra é igual ao que sai) ou pode migrar em direção a terra (erosão costeira - neste caso esta saindo mais sedimento do que entrando na região costeira). "Ao monitorarmos a linha de costa a partir de imagens de satélite podemos definir, por exemplo, locais com erosão costeira ao longo do tempo e medidas preventivas ou mitigadoras podem ser adotadas", explica o pesquisador. "Ainda com base no passado, considerando um mesmo intervalo de tempo futuro, podemos prever o comportamento da linha de costa para o futuro", complementa Klein.

Construído com tecnologia do Google Earth Engine (uma avançada plataforma de processamento geospacial baseada em nuvem, ideal para análises de dados em escala planetária) o CASSIE faz uso do catálogo de vários petabytes de imagens de satélite (incluindo a série Landsat e Sentinel), ferramentas de análise espacial e a poderosa capacidade de computação do Google Cloud, que permite a qualquer utilizador quantificar as tendências (em metros/ano) evolutivas da linha de costa, bastando para isso o acesso á internet, já que todo o processamento é feito na nuvem, explica o pesquisador do projeto, Rudimar Dazzi (UNIVALI).

Exemplo da aplicação do CASSIE nas margens da Baía da Babitonga, dentro do munícipio de Joinville (Santa Catarina). Fonte Imagem: Google Earth Engine

O CASSIE foi apresentado pela primeira vez em Novembro do ano passado pelos Profs. Luis Pedro de Almeida da FURG e Rodrigo Lyra da UNIVALI e pelo Bolsista de IC do CNPq, Israel Oliveira, durante o curso para a ferramenta que aconteceu no âmbito da conferência internacional LAPECO 2019 (Latin American Physics of Estuaries and Coastal Oceans), em Florianópolis, SC. O curso contou com um total de 12 participantes (incluindo pesquisadores, consultores e estudantes), oriundos de diversos Países da América do Sul e Europa (Brasil, Espanha, Argentina, Chile, Uruguai e Panamá), os quais tiveram a oportunidade de conhecer e aplicar a ferramenta CASSIE. Como demonstração do potencial de aplicação do CASSIE cada participante pode desenvolver um exercício de análise de evolução da linha de costa a uma área costeira de origem. Este foi o primeiro teste oficial do sistema.

O CASSIE é financiado pelo CNPq por meio da Chamada de Pesquisa e Desenvolvimento em Ações Integradas e Sustentáveis nas Baías do Brasil - MCTIC/CNPq - Nº 21/2017) e, além do Prof. Klein, conta com o trabalho dos pesquisadores Luis Pedro de Almeida, Prof. Visitante do Programa de Pós-Graduação em Oceanologia, Instituto de Oceanografia da FURG; Rodrigo Lyra e Rudimar Dazzi, Profs. do Curso de Ciência da Computação da UNIVALI; Israel Oliveira, Bolsista de IC-CNPQ do Curso de Ciência da Computação da UNIVALI.

Seg, 06 Jan 2020 17:35:00 -0300

Ana Maria Primavesi: importante legado

Coordenação de Comunicação Social do CNPq

Seg, 06 Jan 2020 17:35:00 -0300

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Nesse domingo, 05/01, o Brasil perdeu uma de suas mais importantes cientistas. Faleceu, aos 99 anos, Ana Maria Primavesi, pioneira da pesquisa em agroecologia. Nascida na Áustria, a pesquisadora mudou-se para o Brasil em 1949, já formada em Ciências Agronômicas e Ciências Florestais pela Universidade Rural de Viena. Posteriormente, fez doutorado sobre nutrição de plantas e solos e dedicou sua vida ao estudo do solo, sua paixão. "Solo é vida e é a base da vida. Há muita vida nele e muita dependência dele", dizia.

Integrante da 6ª edição do Projeto Pioneiras da Ciência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ana Primavesi foi uma das mais importantes pesquisadoras na área da agroecologia e da agricultura orgânica. A compreensão do solo como um organismo vivo e com diversos níveis de interação com a planta foi uma das suas contribuições para a agronomia.

Aos 26 anos, casou-se com Artur Primavesi, também agrônomo,que atuava, prioritariamente, na produção de cana e de trigo, visando a recuperação biológica do solo para viabilizar e obter elevadas produtividades. No Brasil, o casal visitou fazendas e, conversando com agricultores, aprendeu português e começou a escrever livros e manuais.

Com 41 anos, Ana Primavesi acompanhou Artur para atuarem na Universidade Federal de Santa Maria, onde lançou-se de corpo e alma na pesquisa científica, em áreas que considerava deficientes na pesquisa do solo. Artur criou o Instituto de Solos e Culturas e foi o braço organizador, articulador de parcerias, captador de recursos e divulgador do Instituto, e Ana era o braço pensante e científico. O Instituto ficou conhecido na Europa e Estados Unidos em pouco tempo.

Ao longo da vida, Ana Primavesi publicou 12 livros e 94 textos e artigos científicos e foi professora na Universidade Federal de Santa Maria entre 1961 e 1974. Nesse período, Ana criou um laboratório de biologia do solo e apontava para as complexas relações entre o solo, a planta e o clima, chamando a atenção de que o manejo dos solos dos países de clima temperado era inadequado para os nossos solos tropicais. Iniciou, então, a elaboração de um livro que abordasse estes temas, inicialmente com 200 páginas.

Em 1979, lançou seu livro-chave, o Manejo Ecológico do Solo: a agricultura em regiões tropicais, após diversos anos de desenvolvimento e discussões com editores e consultores ad-hoc. O livro teve que ser ampliado para 541 páginas e depois para mais de 600. Seu livro foi traduzido para o espanhol na Argentina e alcançou a Europa ibérica. Suas pesquisas e livros indicavam uma agricultura que privilegiava a atividade biológica do solo e buscava, assim, o incremento do teor de matéria orgânica e de húmus do solo, evitando o revolvimento do mesmo, e utilizava técnicas como a adubação verde, rotação de culturas e quebra ventos.

Ana Primavesi alertava em relação à orientação da adubação restrita ao uso de NPK e ressaltava a importância dos microelementos na eficiência produtiva e na sanidade vegetal. Ela assinalava os prós e os contras das distintas formas e fontes de nutrientes, sua eficiência e aproveitamento pelas plantas, sua ciclagem no ambiente e seus impactos sobre a biologia do solo. Ao tratar desse assunto, alertava para o fato de que a fertilidade do solo não poderia ser compreendida apenas por suas características químicas, já que é intrinsecamente ligada a fenômenos que também se relacionam às propriedades físicas e biológicas. Outra contribuição sua foi a percepção das ervas daninhas como indicadores ecológicos de qualidades físicas, químicas e biológicas dos solos.

Quando se aposentou, em 1980, mudou-se para sua propriedade agrícola de 96 ha em Itaí, no estado de São Paulo. Foi pesquisadora da Fundação Mokiti Okada e uma das fundadoras da Associação da Agricultura Orgânica (AAO), uma das primeiras associações de produtores orgânicos do Brasil. Ao longo de sua carreira, recebeu diversos prêmios, como o One World Award da IFOAM, em 2012, além de títulos Doctor honoris causa em diversas universidades brasileiras. Em 2014, foi anunciada Patrona da Agroecologia Nacional.

Ter, 31 Dez 2019 12:51:00 -0300

CNPq e Amazon Web Services lançam chamada

Coordenação de Comunicação Social do CNPq

Ter, 31 Dez 2019 12:51:00 -0300

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Amazon Web Service (AWS) lançam a Chamada CNPq/AWS Nº 032/2019 - Acesso às Plataformas de Computação em Nuvem da AWS (Cloud Credits for Research). A iniciativa é fruto do acordo assinado entre as duas instituições, em outurbo de 2019 para oferecere a pesquisadores brasileiros a oportunidade de utilizar créditos promocionais da AWS em projetos científicos em diversas áreas que utilizam serviços de computação em nuvem. A iniciativa faz parte do Programa AWS Cloud Credits for Research, conectando a AWS ao CNPq como parte do compromisso e investimento em educação e desenvolvimento tecnológico que a empresa realiza no país.

O objetivo é Contribuir diretamente com o desenvolvimento de projetos de P&D desenvolvidos por pesquisadores vinculados a uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) no Brasil através do oferecimento de créditos promocionais da empresa Amazon Web Service para utilização de serviços de computação em nuvem em suas plataformas.

O Prazo para a submissão da Chamada é até o dia 29 de fevereiro de 2020. Para mais informações sobre a Chamada, acesse aqui.

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