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Uso de aditivos reduz impacto ambiental do boi

Publicado em 12 maio 2015

Por Nayara Figueiredo

Uberaba - Uma das principais críticas de representantes do setor ambiental é o alto índice de emissões de metano por parte dos bovinos. No segmento agrícola, tecnologias de suplementação animal reduzem o período em que o boi fica no pasto e, consequentemente, diminuem o impacto do setor ao meio ambiente.

De acordo com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o gás metano é considerado o segundo maior responsável pelo aquecimento global, logo depois do dióxido de carbono (CO²), e estima-se que 70% das emissões provenham de atividades humanas, entre as quais a pecuária.

"O ciclo de um boi convencional vai até quatro anos. O tempo de recria é o maior gargalo, pois representa cerca de 50% do período total composto pelas etapas de cria, recria e engorda. Aqui utilizamos uma suplementação que visa a redução do processo para 24 meses. Tirando o animal mais cedo do pasto, além de outros benefícios, você reduz o tempo em que ele emite gases", explica Flávio Monções, pós-graduando da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) que coordena o projeto boi 777 desenvolvido na Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) em parceria com a Phibro Brasil.

O objetivo é trabalhar a dieta do bovino com virginiamicina, ou V-Max, para que sejam obtidas sete arrobas em cada etapa do ciclo, com a terminação prevista em 21 arrobas em dois anos. Em uma área de 40 hectares, dividida em piquetes de 2,5 hectares, parte dos animais recebe a suplementação e outra não, para que sejam observadas as diferenças. Sem tecnologia, além de demorar o dobro do tempo, o ciclo se encerra com 16 arrobas.

O pesquisador, que atua na análise há um ano, conta que os pecuaristas vão até o local e verificam o desempenho do gado, para que possam conhecer a tecnologia e aplicar em suas respectivas criações.