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Uso da Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento de Rondônia

Publicado em 15 novembro 2012

Por Leandro de Jesus

A ciência e tecnologia reforçam a existência de um processo contínuo de avanços e aperfeiçoamentos buscando atingir a máxima excelência em termos de qualidade, produtividade e competitividade.

A inovação tecnológica é considerada por muitos uma ferramenta emergente para o desenvolvimento econômico, proporcionando a competitividade de mercado pelas diversas economias.

O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação pretende destinar R$ 4,5 bilhões para o financiamento de novos projetos de tecnologia e inovação em 2013, montante que se soma aos R$ 15 bilhões já previstos no Plano Brasil Maior para liberação até 2014.

Com o objetivo de impulsionar os investimentos, que começam a mostrar sinais de recuperação, depois da forte queda no ritmo de crescimento da economia brasileira e segundo o presidente da FINEP, pretende-se trabalhar com agentes estaduais e regionais, com a previsão de lançar os editais ainda neste ano.

Contudo, a Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e a Pesquisa do Estado de Rondônia, criada pela da LEI Nº 2.528, DE 25 DE JULHO DE 2011, pelo Governador Confúcio Moura, mesmo assim, sendo uma das últimas a serem criadas no Brasil.

De acordo com o Art. 2º. A Fundação Rondônia terá a finalidade de fomentar o desenvolvimento das ações científicas e tecnológicas e a pesquisa do Estado, através das seguintes ações:

I - apoiar, com ideias, práticas e iniciativas de ciência e tecnologia, as estratégias de desenvolvimento de Rondônia;

II - formular e gerir a política de recursos humanos em ciência e tecnologia e o apoio à pesquisa científica e tecnológica, à luz da estratégia de desenvolvimento do Estado; e

III - identificar, adaptar e transferir, sobretudo para as pequenas e médias empresas, agrícolas ou industriais, a tecnologia requerida pela estratégia e desenvolvimento de Rondônia.

Alguns exemplos de valores praticados em Ciência e Tecnologia, a FAPERJ - Fundação de Amparo a Pesquisa do Rio de Janeiro, publicou a relação de pagamentos autorizados até setembro de 2012, perfazendo o total de R$ 110.069.492,42 (cento e dez milhões, sessenta e nove mil, setecentos e quatrocentos e noventa e dois reais e quarenta e dois centavos).

A FAPEAM, do nosso vizinho o Estado do Amazonas, somente no edital do Programa de Apoio a Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação (POP CT&I) serão disponibilizados R$ 1 milhão de reais para financiamento das propostas.

A FAPESP destinou R$ 938,73 milhões ao fomento à pesquisa científica e tecnológica produzida no Estado de São Paulo em 2011, conforme consta no Relatório de Atividades 2011 da FAPESP, lançado no último dia 31 de outubro, a Saúde foi a área do conhecimento que recebeu maior volume dos recursos: R$ 254,94 milhões (27,16%); seguida de Biologia, R$ 162,06 milhões (17,26%); Engenharia, R$ 101,35 milhões (10,80%); Ciências humanas e sociais, R$ 92,96 milhões (9,90%); e Agronomia e veterinária, R$ 85,14 milhões (9,07%).

Em pesquisa realizada no Mapa de Investimentos do CNPQ, conforme demonstrado no quadro abaixo, Rondônia somente se destaca em apenas uma das modalidades de financiamento da Entidade, estamos muito aquém de nossas reais capacidades.

Polos de Apoio Tecnológico

Com uma posição geográfica visivelmente privilegiada, estamos estrategicamente posicionados como um portal de entrada para a região amazônica, onde os transportes rodoviários e fluviais facilitam o escoamento da produção beneficiando além de Rondônia, os setores produtivos dos estados do Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e o Distrito Federal, não esquecendo a ampla fronteira com a Bolívia.

E devido essa grande dimensão territorial e tendo como parâmetro que quanto menor a abrangência geográfica e política, maior são as chances de desenvolver políticas de competitividade e inovação que permitam atender as especificidades de cada localidade ou região, sugiro a criação do Programa dos Pólos de Apoio Tecnológicos, com a finalidade de estimular a integração entre universidades e centros de pesquisa com os setores produtivos, agricultura, pecuária e indústria, objetivando o desenvolvimento de tecnologias adequadas às diferentes regiões do Estado.

* Prof. Leandro de Jesus 

Administrador, registrado no CRA/RO sob o nº 3.586, Professor Universitário, Especialista em Docência do Ensino Superior, formado pela Faculdade Albert Einstein em Brasília/DF, graduado em Administração, com ênfase em Gestão da Informação pelo Centro de Estudos Superiores Planalto, IESPLAN de Brasilia/DF. E-mail: consultoria@leandrodejesus.com.br - Site: www.leandrodejesus.com.br.